Distribuição Valor Econômico/TN Petróleo 03 junho 2010

GasNatural vai testar uso de gerador em residências no país

A GasNatural Serviços, subsidiária da CEG, a distribuidora de gás canalizado do Rio de Janeiro, vai testar no segundo semestre a instalação em residências de um equipamento japonês que gera energia elétrica e faz aquecimento de água. Segundo Hugo Aguiar, diretor-geral da empresa, o objetivo é fornecer o equipamento, vendido ou alugado, para famílias de alto poder aquisitivo a partir do próximo ano, criando no mercado uma alternativa de geração própria de energia residencial. 

O equipamento que será testado pela GasNatural é fabricado pela Honda. "Estamos negociando com eles a cessão de algumas unidades em comodato para que possamos instalar em algumas residências para teste", disse Aguiar. Segundo ele, o gerador-aquecedor tem o tamanho de um frigobar de hotel e não é barato, não sendo, em um primeiro momento, recomendável para imóveis pequenos.

A depender da aceitação, Aguiar avalia que os geradores podem até ser fabricados no Brasil, reduzindo custos e ampliando o acesso. Segundo o executivo, nos países asiáticos, especialmente no Japão, a utilização desses equipamentos é comum. "A tecnologia existe e o mercado potencial é grande (somente a CEG tem hoje 800 mil clientes residenciais)", ponderou. 

A geração residencial de energia elétrica é só um dos produtos que empresas de distribuição de gás, como a CEG (grupo GasNatural) e a Comgás, de São Paulo, estão buscando difundir, aproveitando o momento favorável do mercado, com oferta abundante do insumo a preços competitivos.

Segundo Aguiar, uma das alternativas com uso crescente é a cogeração de pequeno porte, uma espécie de versão em escala comercial do serviço que a empresa que ele dirige está querendo desenvolver em escala residencial. São shopping centers, fábricas e outros tipos de instalações (o centro de pesquisas da Petrobras, por exemplo) que estão optando por gerar sua própria energia a partir do gás, ficando com a energia da rede de distribuição como um "backup".

Aguiar disse que esse mercado cresceu 13% em todo o Brasil nos últimos dois anos. "Trabalho há 20 anos com cogeração de energia e nunca estive tão otimista com esse mercado", afirmou. Segundo o executivo, até as empresas de distribuição de energia estão criando divisões próprias para fornecer equipamentos de cogeração a gás. Como o equipamento é muito caro (uma estação geradora de quatro megawatts custa cerca

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