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  Gasodutos - Artigos
  Autor/Fonte: Oldon Machado- CanalEnergia
  Data: 12/09/2019

    Governo planeja R$ 17 bi em investimentos para expandir malha de gasodutos


 

Estudo divulgado pela EPE indica o crescimento da rede em 20% com a construção e a ampliação da rede de transporte

O governo federal estima uma ampliação da malha de gasodutos terrestres do país em cerca de 1,7 mil quilômetros ao longo dos próximos anos, com a necessidade de investimentos da ordem de R$ 17 bilhões. Com isso, a rede nacional de transporte de gás natural aumentaria em aproximadamente 20%, passando dos atuais 9,4 mil quilômetros para 11,1 mil quilômetros. A expansão passaria tanto pela construção de novas rotas e pela ampliação de trechos já existentes, mas também pela interligação de novos terminais de processamento do combustível.

Os números estão na primeira edição do Plano Indicativo de Gasodutos de Transporte (PIG), divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética – responsável pela elaboração do trabalho – no dia 5 de setembro de 2019, durante o Rio Pipeline, realizado no Rio de Janeiro. O novo Plano, instituído por decreto em 2018, substitui o antigo Pemat, que era realizado pela EPE desde 2010 e cujo caráter era mais determinativo. Por ser apenas indicativo, o PIG sugere as alternativas de ampliação da malha a partir das projeções de aumento de demanda local e nacional.

Ao todo são 11 alternativas incluídas na estimativa de ampliação, sendo três novos projetos de construção ou ampliação de gasodutos e oito interligações de novas ofertas à malha. Conforme antecipado pelo Grupo CanalEnergia / Informa Markets no último dia 29 de agosto durante o Enase Gás, o PIG prevê a duplicação do gasoduto Brasil – Bolívia entre Siderópolis (SC) e Porto Alegre (RS), a conclusão do trecho 2 do gasoduto de Uruguaiana à capital gaúcha e a construção do gasoduto Brasil-Central, que interligará as cidades de São Carlos (SP) e Brasília (DF).

A construção e a ampliação somente dessas três rotas, com vazão total prevista de 24,5 milhões de metros cúbicos por dia, totalizariam investimentos de cerca de R$ 13,5 bilhões. Orçado em R$ 7,1 bilhões, o gasoduto Brasil-Central já está autorizado. Com extensão de 905 quilômetros, o projeto do duto atravessa regiões com forte atividade econômica ligada ao agronegócio, como as de Ribeirão Preto (SP), Triângulo Mineiro (MG) e Goiânia (GO). As demandas-âncora dos três empreendimentos viriam de plantas de fertilizantes próximas às cidades de destino.

Interligações com UPGNs e terminais de GNL

O PIG prevê ainda uma série de projetos visando interligar novas ofertas de gás nacional ou importado à malha de transporte já em operação. Essas conexões estão associadas, por exemplo, a duas novas Unidades de Processamentos do Gás Natural, uma em Cubatão (SP) e outra em Itaguaí (RJ). Ambas as UPGNs estão associadas à duas novas rotas de escoamento de gás do pré-sal – as Rotas 4 e 5. A interligação da UPGN de Cubatão iria até o gasoduto Santos – São Paulo, enquanto a de Itaguaí teria como destino o gasoduto Campinas -Rio de Janeiro.

O novo plano de gasodutos do governo contempla também interligações da malha atual com novos terminais de regaseificação de GNL, sendo dois deles nas baías de Imbituba e Babitonga, ambas em Santa Catarina e com conexão até o trecho Sul do gasoduto Brasil – Bolívia. O PIG inclui ainda interligações da rede de transporte atual a novos terminais de GNL ou UPGNs previstos para o Porto do Açu (RJ), Porto Central (ES) e Barra dos Coqueiros (SE). Há ainda um gasoduto associado à gaseificação de carvão na Mina Guaíba, no Rio Grande do Sul.

O PIG começou a ser elaborado pela EPE em janeiro de 2019. Ao longo desses nove meses, a estatal manteve reuniões com o Ministério de Minas e Energia e com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, além de promover workshops com representantes de empresas transportadoras de gás. Segundo o diretor de Petróleo e Gás da EPE, José Mauro Coelho, o trabalho visa subsidiar a criação de um sistema de transporte de gás natural no Brasil, capaz de absorver o aumento da oferta prevista de para a próxima década.

 

 

Fonte: CanalEnergia News Diária (05/09/2019)

 

Fonte: CanalEnergia News Diária (

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