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Rio Pipeline 2019
(3/9/2019 - 5/9/2019)
Ventro de Convenções Sul América, Cidade Nova, Rio de Janeiro - RJ
IBP - Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis
Horários:
Congresso: 9h às 18h30
Exposição: 12h às 20h

Idiomas:Português e Inglês

 
 
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  Geral - Reportagens
  Autor/Fonte: Bruno Rosa e Ramona Ordoñez,O Globo
  Data: 01/08/2019

    Retomada de leilões de petróleo atrai investidor


Com plano do governo de acelerar certames a partir deste ano, ANP estima que Brasil pode triplicar produção diária na próxima década e ampliar as reservas provadas, que cresceram pouco desde a descoberta do pré-sal

Além de incluir novas áreas para a exploração de petróleo e gás nos leilões que serão realizados nos próximos anos, o governo quer acelerar as licitações atualmente em curso para aumentar os investimentos no setor. Segundo estimativas da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e da consultoria McKinsey, o país deve triplicar a produção diária e dobrar o volume de reservadas provadas na próxima década.
 
Em paralelo aos avanços no pré-sal, os especialistas citam ainda como indutores desse crescimento o novo plano de gás natural do governo e as descobertas recentes em torno da Bacia de Sergipe-Alagoas, que pode viabilizar um polo de desenvolvimento no Nordeste. Essa nova fase do setor tem início já neste ano, quando o segmento de óleo e gás deve alcançar R$ 24 bilhões em investimentos, alta de 20% sobre 2018, calcula o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP). Para o ano que vem, a expectativa é chegar a R$ 30 bilhões.
 
O megaleilão, que deve gerar mais de R$ 100 bilhões para o governo, marcado para outubro, impulsiona o otimismo da indústria do petróleo no país. A Petrobras tem licitações em andamento para projetos que entram em operação a partir de 2022. Empresas fornecedoras já fazem aportes e petroleiras estrangeiras ampliam operações no país. A Qatar Petroleum, por exemplo, acaba de abrir um escritório no Rio.
 
- O investidor vem para onde vê rentabilidade. Hoje, já vemos demanda na atividade de sísmica e de serviços para o setor em geral, com a encomenda de equipamentos. Outro reflexo é que, quando uma gigante investe no Brasil, atrai seus fornecedores locais, gerando mais empregos e negócios aqui —diz Anderson Dutra, especialista da consultoria KPMG. — Temos recebido consultas de empresas querendo investir no país, buscando informações sobre ativos e tirando dúvidas sobre tributação. Temos doze projetos em due diligence (análise de viabilidade de um negócio). O plano do gás é outro fator. Fomos a uma conferência no Texas e tivemos que fazer um road show (série de apresentações) para mostrar os ativos, tamanho o interesse.
 
PRODUÇÃO AINDA É DESAFIO
 
O primeiro passo para a retomada do setor começou com a reativação do calendário de leilões de petróleo, a partir de 2017, seguido da mudança das regras de conteúdo local e a extensão do regime tributário especial por mais de 20 anosatesta Dutra. Assim, com mais previsibilidade, mais petroleiras estrangeiras passaram a investir no Brasil. Estão entre elas a Exxon, além de Wintershall, Murphy, Karoon, Equinor e Qatar Petroleum.
 
Entre os fornecedores, a Equinix, empresa americana de tecnologia para o setor, decidiu dobrar a capacidade de armazenamento de seu data center em Del Castilho, na Zona Norte do Rio, para atender, sobretudo, a empresas do setor de óleo e gás, conta Eduardo Carvalho, presidente da companhia.
 
Somente com as encomendas no setor de sísmica e equipamentos, além de novas plataformas, é esperada a geração de cem mil vagas de trabalho este ano,diz o IBP. A perspectiva de contratações, contudo, está longe de recuperar os 400 mil empregos perdidos pelo setor ao longo dos últimos anos, a reboque dos efeitos da Operação Lava-Jato, que levou a Petrobras a reduzir investimentos, e da queda vertiginosa do preço do barril do petróleo no mercado internacional, retraindo toda a cadeia dessa indústria no Brasil.
 
Mesmo agora, na esteira do megaleilão marcado para outubro e com o otimismo crescente em relação à retomada do setor, revezes persistem. Há alguns dias, a Petrobras anunciou queda de 3% na produção de petróleo no primeiro semestre. Com isso, revisou para baixo sua meta de produção para o ano, de 2,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia para 2,7 milhões, com variação de 2,5% para mais ou para menos. A estatal tem focado na venda de ativos para poder concentrar investimentos na produção.
 
O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem pressionado pela aceleração da exploração de petróleo via iniciativa privada. Para ele, com a transição para matrizes de energias renováveis globalmente, em duas ou três décadas, o óleo não terá mais valor. Manuel Fernandes, sócio da KPMG, confirma que a preocupação das companhias do setor hoje é explorar as reservas com agilidade enquanto o petróleo ainda têm valor econômico.
 
Marcos Bonfim, líder de Óleo & Gás da consultoria EY, lembra que, se não fossem seis anos sem leilões na década passada, o país estaria produzindo hoje cerca de 5,5 milhões de barris de petróleo por dia, em vez de 3,1 milhões no total.
 
MUDANÇA DE PATAMAR
 
Com os certames previstos para este ano há potencial para que a produção de óleo e gás do Brasil suba dos atuais 3,1 milhões barris diários para ao menos 7,5 milhões em 2030, consolidando o país entre os maiores produtores do mundo. Movimento semelhante vai ocorrer com as reservas provadas: podem dobrar dos atuais 15,9 bilhões de barris para 31,8 bilhões.
 
— Haverá mudança de patamar. O Brasil sai de um papel mediano para se tornar relevante. Em seis anos, vamos chegar a sete milhões de barris por dia. O pré-sal é uma oportunidade única e vai beneficiar muito o Sudeste, como o Rio. No Nordeste, descobertas recentes de gás vão alimentar a indústria — diz Décio Oddone, diretor-geral da ANP.
 
 
 
Fonte: O Globo/ Clipping CanalEnergia (19/07/2019)
 
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