GNV Kariny Martins, Agência Cupola 21 junho 2017

GNV garante economia e segurança, mas é preciso obedecer a regulamentos técnicos de qualidade

A Compagas adverte que a conversão dos veículos para o gás natural deve ser feita em oficinas credenciadas pelo INMETRO e a inspeção deve ser anual

O Gás Natural Veicular (GNV) é a alternativa encontrada por muitos motoristas para economizar, pois, quando comparado aos combustíveis líquidos, como a gasolina e o álcool, é mais competitivo. De acordo com a Companhia Paranaense de Gás (Compagas), qualquer veículo pode ser convertido para o GNV, mas para garantir a segurança no uso do combustível algumas recomendações devem ser seguidas. A Compagas orienta que os motoristas façam a conversão dos veículos somente em oficinas credenciadas pelo INMETRO.

O gerente do segmento veicular da Compagas, Mauro Melara, também destaca que o usuário nunca deve substituir o cilindro por outro reservatório. “Botijões de gás de cozinha ou diferentes tanques de ar comprimido não podem ser usados junto com cilindros para GNV ou substituí-los. Os cilindros de GNV são projetados e testados para armazenamento em alta pressão (200bar ou 20Mpa) e suportam com segurança essa alta pressão, enquanto os outros tipos de cilindros não”, alerta. Sobre o abastecimento com GNV, Melara orienta que os motoristas sigam orientações comuns a qualquer outro tipo de abastecimento, tais como: desligar o motor, rádio, faróis e acessórios elétricos; desligar o telefone celular; não fumar no local e sair do veículo. “Vale ressaltar que o abastecimento deve ser feito apenas por pessoas autorizadas; e jamais deve se tentar transferir GNV de um cilindro para outro”.

Além disso, o gerente recomenda que, após a instalação do kit GNV e a cada 12 meses após a conversão, os veículos passem por uma inspeção, que garante a segurança do veículo através da emissão do Certificado de Segurança Veicular (CSV). Contudo, uma pesquisa realizada pela Associação Paranaense dos Organismos de Inspeção Acreditados (Apoia), organização que representa as empresas de inspeção veicular acreditadas no Paraná, constatou que 46% dos veículos convertidos para o GNV no Paraná não passaram por inspeção.

O presidente da Apoia, Everton Pedroso, explica que a inspeção de segurança é obrigatória e consiste em uma avaliação do veículo, que considera condições de segurança, qualidade da instalação do kit e níveis de emissão de poluentes. “A inspeção visa além da segurança, a prevenção de acidentes que possam vir a acontecer caso algum dos equipamentos não estejam em perfeito estado. No procedimento da inspeção são verificadas as condições dos cilindros, questões de válvulas e tubulações de alta e baixa pressão além de outros itens que envolvem a segurança do veículo”, explica.

No mês de abril, o Governo do Estado publicou no Diário Oficial do Estado do Paraná a Lei Estadual nº 18.981 de 12 de abril de 2017. A nova lei proíbe os postos de combustíveis a abastecerem com GNV veículos que não apresentarem o selo garantidor com prescrição de validade bem como afixar informativo visível para os consumidores com a exigência de que trata essa lei. A lei completa está disponível em http://www.legislacao.pr.gov.br/legislacao/listarAtosAno.do?action=exibir&codAto=171287&indice=1&totalRegistros=76&anoSpan=2017&anoSelecionado=2017&mesSelecionado=0&isPaginado=true

Competitividade e expansão no Estado

 

A economia gerada pelo uso do GNV faz com que cada vez mais motoristas optem pelo combustível no Paraná. De acordo com a Compagas, em 2016, o número de conversões no Estado foi 151% maior que em 2015. A frota paranaense é hoje de 34.383 veículos rodando com GNV. A competitividade gerada pelo combustível justifica a expansão.

Com base no acompanhamento semanal de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio do litro da gasolina para o consumidor paranaense em junho é de R$ 3,45 e do etanol de R$ 2,59, enquanto o metro cúbico do GNV tem preço médio de R$ 2,55 no Estado. Com o rendimento previsto (13,2 km/m³ no GNV, 10,7km/l na Gasolina e 7,5km/l no Etanol.), para rodar 100 quilômetros com o GNV, o motorista gasta cerca de R$ 19,32, enquanto que com a gasolina o custo é de aproximadamente R$ 32,24 e com o etanol é de R$ 34,53. Ou seja, a economia para quem abastece com GNV pode chegar a 44%.

O gerente do segmento veicular da Compagas, Mauro Melara, ainda lembra que, no Paraná, os motoristas também têm desconto no IPVA. Para os carros movidos a gás natural o custo do imposto é de 1% sobre o valor do veículo, perante os 3,5% do valor sobre os veículos movidos a gasolina e/ou etanol.  “O preço da instalação do kit GNV varia de R$ 3 mil a R$ 4 mil, e para quem roda cerca de 4.000 km no mês, por exemplo, o tempo de retorno do investimento é, em média, de 6 meses”, explica Melara, destacando que essas contas podem ser feitas no Simulador de Economia no site Compagas: http://compagas.com.br/simulador-de-economia-gnv

Concessionária responsável pela distribuição do gás natural no Paraná, a Compagas conta com 36 postos revendedores de GNV, nas cidades de Curitiba, Campo Largo, Colombo, Paranaguá, Pinhais, Ponta Grossa e São José dos Pinhais, e um em Londrina comercializa o gás fornecido pela GasLocal. São mais de 34 mil veículos que já utilizam o gás natural no estado e 18 oficinas credenciadas pelo INMETRO para efetuar a conversão.

Sobre a Compagas

Concessionária responsável pela distribuição de gás natural no Estado do Paraná. Empresa de economia mista, tem como acionista majoritária a Companhia Paranaense de Energia – Copel, com 51% das ações, a Gaspetro, com 24,5% e a Mitsui Gás e Energia do Brasil, com 24,5%. Em março de 2000, a empresa passou a ser a primeira distribuidora do Sul do país a fornecer o gás natural aos seus clientes, com a inauguração do ramal sul do gasoduto Bolívia – Brasil (Gasbol). Atualmente, a Compagas conta com mais de 37 mil clientes dos segmentos residencial, comercial, industrial, veicular e geração de energia elétrica e está presente em 17 municípios: Araucária, Curitiba, Campo Largo, Balsa Nova, Palmeira, Ponta Grossa, São José dos Pinhais, Colombo, Quatro Barras, Fazenda Rio Grande, São Mateus do Sul, Pinhais, Campina Grande do Sul, Paranaguá, Londrina, Carambeí e Castro.

 

 

 

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