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  Termelétricas - Artigos
  Autor/Fonte: O Estado de S.Paulo/Clipping CanalEnergia
  Data: 04/02/2015

    Crise abre espaços para térmicas no país


As usinas termelétricas dobraram a participação na matriz elétrica brasileira desde o racionamento em 2001. Mas, na prática, quem continuou bancando o consumo de energia foram as hidrelétricas, já que o modelo adotado pelo governo previa o uso de térmicas apenas em situações de emergência. A crise atual, no entanto, tem mostrado que essa fórmula se esgotou. Com a situação climática cada vez mais incerta, o País terá de optar pelo uso ininterrupto das termelétricas, como ocorre no resto do mundo, afirmam especialistas.

Em 13 anos, as térmicas ampliaram sua fatia na matriz brasileira de 14% para 30% - conforme o último Boletim Mensal de Monitoramento do Setor Elétrico, do Ministério de Minas e Energia. Enquanto isso, a participação das hidrelétricas caiu de 85% para 66%. Mas até meados de 2012, as hidrelétricas produziam mais de 90% da energia que abastecia o Brasil e as térmicas, apenas 4,51%.

Em 2012, as represas começaram o período seco com 76,09% de armazenamento, mas o nível caiu rapidamente para 31,91% em novembro - suscitando uma série de questionamentos sobre o que estava ocorrendo com o sistema. Cogitou-se assoreamento nas represas e uso indiscriminado da água para irrigação. Mas um fato era real. Os reservatórios estavam perdendo o poder de armazenamento. Com as usinas a fio d´água (sem reservatórios), a capacidade, que já chegou a mais de um ano, está em 5,4 meses (2013) e deve cair para 3,4 meses em 2021.

Preocupado com a rápida queda do volume de água nos reservatórios em 2012, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) decidiu no fim do ano por todas as térmicas para operar - mas, na opinião de especialistas, já era tarde demais. Essas térmicas, movidas a óleo combustível, diesel e carvão, são contratadas para ficar em stand by para qualquer emergência no sistema elétrico.

Para ficarem paradas à espera de um chamado do ONS, elas ganham uma receita fixa mensal. Quando são acionadas, além da renda mensal, recebem também pelo custo do combustível, que é extremamente elevado - acima de R$ 500/MW hora. "Em um primeiro momento, apostou-se em hídricas para ampliar o sistema elétrico. E, em um segundo momento também, porque contrataram térmicas pensando em não usá-las por causa do custo alto", afirma a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo.

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