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Da
esquerda para a direita, a 1a coluna apresenta os diâmetros de
cilindros fabricados (bitolas), a 2a coluna especifica o volume de água
equivalente à capacidade do cilindro, a 3a coluna a pressão
de serviço, a 4a coluna a capacidade em metros cúbicos
(normal metro cúbico), a 5a coluna o comprimento, a 6a coluna
o peso nominal e a 7a coluna o volume equivalente em gasolina do GNV
armazenado no cilindro.
Existem
também cilindros fabricados em alumínio, reforçados
com fibra de carbono. Estes cilindros são significativamente
mais leves que os de aço-liga, porém seu preço
ainda é muito elevado.
As
características físicas do cilindro de alta pressão
exigem que este equipamento seja fabricado seguindo um conjunto de etapas
que permitem a obtenção de um equipamento seguro e confiável.
Estas etapas compreendem:
No
projeto de cilindros de alta pressão para GNV são utilizadas
fórmulas para cálculo das tensões nas paredes dos
recipientes e análise por elementos finitos, com auxílio
de programas de computador. Os dados calculados são então
verificados experimentalmente, usando-se equipamentos de medição
de tensões na parede do cilindro, denominados de extensômetros.
A
matéria prima para fabricação dos cilindros deve
ser cuidadosamente selecionada. Os tubos de aço-liga sem costura
são recebidos do fabricante em diversas bitolas, acompanhados
dos certificados de análise química e dos testes hidráulicos,
realizados individualmente para cada lote de tubos. Um fabricante tradicional
de tubos de aço-liga sem costura é a Mannesmann. Em seguida,
são verificadas suas características químicas,
físicas, mecânicas e, quando necessário, sua resistência
à corrosão sob tensão. A análise mecânica
da fratura do aço-liga empregado para fabricação
do cilindro, permite ao fabricante definir qual o máximo defeito
permissível, a fim de possibilitar:
A
pintura da superfície do cilindro tem a função
de protegê-lo contra as intempéries e corrosão.
No Brasil estes cilindros são pintados na cor rosa. Os fabricantes
brasileiros seguem as seguintes normas nacionais e internacionais:
Dentre
os fabricantes nacionais destacam-se a Cilbras, do grupo White Martins
e a Mat Incêndio.
Os
ensaios e testes de novos cilindros são executados de diversas
formas:
-
Ensaios
mecânicos como tração, impacto, ruptura hidráulica,
dobramento e achatamento, rugosidade e análise química,
na matéria prima;
- Verificação
de requisitos de segurança num cilindro de amostra do lote
de fabricação; estes requisitos são:
- Teste de ruptura hidráulica;
- Ensaio de pressão cíclica;
- Ensaio de dobramento e impacto;
- Resistência ao fogo;
- Resistência a projéteis;
- Ensaio ambiental;
- Ensaio cíclico de temperatura extrema.
Durante
a etapa de produção, 100% dos cilindros devem passar pelos
seguintes ensaios:
Deve-se
ainda providenciar o ensaio destrutivo de ruptura hidráulica
em um cilindro de amostra do lote fabricado.
Válvula
de cabeça de cilindro
Cada cilindro recebe uma válvula de cabeça
de cilindro em seu gargalo (Figura 1, item 3). Esta válvula tem
a finalidade de permitir o abastecimento do cilindro retendo o GNV em
seu interior. Este componente possui corpo de latão fundido e
usinado, resistente a alta pressão e guarnições
de borracha e teflon que permitem a total vedação do conjunto.
As
válvulas de cabeça de cilindro são equipadas com
dispositivo de excesso de fluxo e excesso de pressão. O primeiro
interrompe o fluxo de gás caso haja uma ruptura da tubulação,
ocasionando uma vazão exagerada de gás na tubulação.
O segundo dispõe de um lacre que se rompe caso a pressão
no interior do cilindro atinja valores extremamente altos.
Alguns
modelos de válvula de cabeça de cilindro dispõem
de dispositivo de corte rápido acoplado, o que permite fechar
manualmente a saída do cilindro.
A
ligação entre o cilindro e a válvula de cabeça
de cilindro é feita por meio do rosqueamento da válvula
no gargalo do cilindro. No corpo das válvulas de cabeça
de cilindro é usinada uma rosca cônica padronizada com
a rosca do gargalo do cilindro. O perfeito casamento entre esta ligação
permite o funcionamento do conjunto sem folgas, vazamentos e dentro
do mais perfeito critério de segurança. Desse modo, nenhuma
intervenção deverá ser feita na superfície
rosqueada da válvula de cabeça de cilindro ou no gargalo
do cilindro.
Redutor
de pressão - válvula reguladora de pressão
A função do redutor de pressão (Figura
1, item 1), também conhecido como válvula reguladora de
pressão, é reduzir com segurança a pressão
do GNV armazenado nos cilindros (em torno de 220 kgf/cm2) até
à pressão de serviço desejável no coletor
de admissão do motor.
Isto
é possível por meio de um elemento sensor de alta pressão
e de uma válvula de controle que regulam o fluxo de GNV em resposta
às variações de pressão à juzante
da válvula.
O
sistema de controle da vazão de GNV é promovido por um
conjunto de membranas que trabalham estimuladas pela diferença
de pressão entre a entrada e a saída do redutor de pressão,
permitindo um fluxo de GNV capaz de garantir o adequado funcionamento
do motor em uma série de condições de marcha.
Para
garantir o bom funcionamento e evitar o congelamento deste elemento,
em função da expansão do gás, existe um
disposivo que utiliza o fluido de refrigeração do veículo,
com a finalidade de aquecer as partes internas do redutor de pressão.
A Figura 4 apresenta um modelo tradicinal de redutor de pressão
fabricado pela OYRSA GNC.

Figura 4: Redutor de pressão tradicional - Fonte:
OYRSA GNC
Este
modelo de redutor tem duas eletroválvulas de segurança
e um manômetro acoplados ao corpo do redutor. O manômetro
mede a pressão de saída do gás. Este tipo de equipamento
é provido de dispositivo que aproveita o fluido de arrefecimento
do motor para seu resfriamento. Diversos fabricantes mundialmente conhecidos
produzem este tipo de redutor, entre os quais destacam-se a Rodagás
e a Landi Renzo.
Um
modelo mais moderno de redutor de pressão é apresentado
na Figura 5. Este equipamento é fabricado pela ITT e representa
um modelo mais compacto, embora execute as mesmas funções
do redutor OYRSA.

Figura 5: Redutor de pressão compacto ITT
Tubulação
de alta pressão e conexões
A
tubulação de alta pressão é responsável
por conduzir o GNV desde a válvula de abastecimento até
o cilindro de armazenamento e deste até a válvula reguladora
de pressão (Figura 1, item 4). Tanto a linha de abastecimento
do cilindro como de alimentação do redutor de pressão
podem apresentar diâmetro interno nominal de 8 mm, ou se pode
opcionalmente alimentar o redutor de pressão com tubo de 6 mm
de diâmetro interno.
Esta
tubulação é produzida em aço-liga e deve
apresentar acabamento bicromatizado, internamente e externamente. Eventualmente
aceita-se que esta tubulação tenha acabamento externo
pintado com tinta epoxi, porém o acabamento cromatizado é
uma proteção adicional que deve ser especificada contra
a corrosão.
A
ligação entre a tubulação e o chassi/monobloco
do veículo deve ser feita com abraçadeiras acolchoadas,
que evitem o atrito entre partes metálicas e a possibilidade
de diminuição da espessura da parede do tubo.
A
junção entre os componentes da tubulação
é feito por conexões de latão fundido, dentro dos
mesmos padrões exigidos para as válvulas de cabeça
de cilindro. Um exemplo da técnica empregada na conexão
destas partes é apresentado na Figura 6.
Este
sistema de conexão, muito utilizado em junções
de circuitos hidráulicos, emprega uma anilha metálica
que, após o aperto, esmaga o tubo dentro da sede (etapa 4), permitindo
a total vedação da junção. Naturalmente
deve-se garantir um corte perfeito do tubo de modo que seu encaixe na
sede seja total. O aperto da porca externa deve ser realizado de forma
contínua e suave, de modo a moldar o tubo dentro da sede sem
esmagá-lo em demasia.

Figura 6: Acoplamento entre tubulação de
alta pressão e conexão - Fonte: Hermeto
Válvula
de abastecimento
A
válvula de abastecimento (Figura 1, item 2) é o dispositivo
que permnite o abastecimento do veículo. É composta de
um corpo de latão fundido ou de aço-liga e uma sede capaz
de acoplar o bico de abastecimento do dispenser. A vedação
entre estas duas partes é feita por meio de o rings
de borracha.
As
válvulas de abastecimento devem possuir um dispositivo de corte
rápido acoplado, de modo a garantir a interrupção
do fluxo de gás em caso de acidente no abastecimento. Sua instalação
deve ficar em lugar acessível e sua fixação deve
ser perfeita e tolerar a constante manipulação a cada
abastecimento.
Referências
Gifel,
Prospecto de Divulgação do Produto - Cilindros de Armazenamento
de GNV;
OYRSA
GNC, Equipos de Conversion, OYRSA Division Equip. Automotores GNC;
MAT-INCENDIO
S.A., Um Programa Completo de Cilindros, MAT INCENDIO S.A. Divisão
de Cilindros de Aço;
Inflex/Argentoil,
Compressed Gas and CNG Cilinders;
ITT,
Pressure Regulator for Automotive Natural Gas.
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