O
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correspondentes:
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 O  P  Q  R
 S  T  U  V
Abastecimento
interruptível: abastecimento sujeito a interrupção
a critério da companhia distribuidora ou de acordo com
condições estabelecidas em contrato.
ABEGÁS:
Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras
de Gás Canalizado.
ABNT:
Associação Brasileira de Normas Técnicas.
Abrigo:
Construção especialmente destinada a receber um
ou mais medidores/reguladores ou recipientes de GLP, sejam eles
individuais ou coletivos, com seus respectivos complementos.
Absorção:
Processo de separação de misturas em seus componente,
possível graças a absorção mais rápida
de alguns desses componentes. Um exemplo é a extração
dos componentes mais pesados de gás natural.
AGA:
Associação Americana de Gás (American Gás
Association).
Alívio:
abertura num tanque ou outro equipamento selado para evitar escapamento
do material a pressões normais, armado de forma a se abrir
automaticamente para aliviar o excesso de pressão. Pode
ser armado para abertura manual e despressurizar o equipamento
como desejado.
Análise
de Pontos de Ebulição Verdadeiros - PEV: técnica
laboratorial especificada às normas ASTM D2892 e ASTM D5236,
que fornece as frações evaporadas de um dado tipo
de petróleo em função da temperatura.
Anodo
de sacrifício: pólo positivo num sistema eletrolítico,
tal como aplicado na proteção catódica; é
o eletrodo no qual a oxidação ou corrosão
ocorre.
ANP:
Agência Nacional do Petróleo.
ANSI:
Instituto do Normas Nacionais Americanas (American National Standard
Institute). Equivale à Associação Brasileira
de Normas Técnicas (ABNT).
Aparelhos
de cocção: aparelhos usados para o cozimento
e preparo de alimentos, exemplo fornos, fogões, cafeteiras.
Aparelhos
hermeticamente Isolados: aqueles que recebem o ar necessário
à combustão diretamente do exterior e descarregam
os produtos de combustão para fora do ambiente onde se
encontram.
API:
American Petroleum Institute: É também medida numérica
da densidade do petróleo bruto; quanto menor o grau API
mais frações pesadas ele possui.
Aquecedor
de acumulação: aparelho com reservatório
de água que se mantém aquecida em contato com o
calor gerado na combustão de gás, onde a temperatura
da água é controlada por meio de um termostato instalado
no aquecedor, sendo a circulação da água
forçada ou por gravidade. Recomendado para instalações
residenciais e comerciais com alto fator de simultaneidade ou
com diversos pontos de consumo de água quente.
Aquecedor
Instantâneo: aparelho no qual a água é
aquecida à medida que passa através do mesmo, fluindo
diretamente ao ponto de utilização.
Ar:
mistura de nitrogênio, oxigênio, vapor de água,
dióxido de carbono, argônio, neônio e pequenas
quantidades de outros gases raros.
Para todos os fins práticos de combustão, o ar pode
ser considerando como composto, em volume, de oxigênio (02)20,9%;
nitrogênio (N2) 79,1%; e, em peso, de oxigênio (02)23.15%;nitrogênio
(N2) 76,85%. O peso do ar a 15,5ºC é 1,22 kglm3, ao
nível do mar e a pressão atmosférica tem
um volume de 0,37 m3.
Ar
de combustão: ar que reage quimicamente com o combustível
no processo de queima.
Ar em excesso: ar que passa através da câmara
de combustão e dutos de tiragem, em excesso ao que é
teoricamente necessário para combustão completa.
Ar primário: ar misturado com combustível
para atingir determinadas características antes de ser
admitido na câmara de combustão.
Ar
secundário: ar necessário para realização
da combustão, admitido para a zona da combustão,
após a combustão com o primário ter começado.
Ar
teórico: volume de ar quimicamente exato, necessário
para a combustão completa de uma quantidade específica
de combustível.
Armazenagem
em rede (line pack): armazenagem de gás num sistema
de gasodutos pelo aumento da pressão normal de operação.
As
Built (como construído): Desenho final da obra, com
a implantação de todas as alterações
efetuadas durante a construção.
ASTM:
sigla da American Society for Testing and Materiais.
Atmosfera:
mistura de gases compreendendo o ar; mistura de gases dentro de
uma câmara específica, tal como na câmara da
combustão de um forno. Denominação dada também
à unidade de pressão, que equivale a 101,3 kPa ao
nível do mar. Termo que também designa ambiente
externo e ventilado, quando referir-se ao local de descarga de
produtos de combustão ou gases.
Atmosfera
oxidante: gases num forno metalúrgico que provocam
a formação de inúmeras impurezas ou oxidação
no metal que está sendo submetido a tratamento térmico.
Atmosfera redutora: meio gasoso que tende a desoxidar materiais
com os quais entra em contato. Utilizada no tratamento térmico
de algum metais para evitar a oxidação das substâncias
metálicas e remover quaisquer óxidos que estejam
presentes.
Atomização: processo utilizado para transformar
um combustível líquido para o estado mais próximo
possível do gasoso, reduzindo-o a pequenas gotículas,
de maneira a aumentar a superfície especifica até
aproximar-se da fase gasosa, a fim de haver uma mistura eficiente
com o oxigênio, conseqüentemente, uma boa combustão.
Bacia:
depressão da superfície da terra na qual são
depositados sedimentos, normalmente caracterizados por acumulação
por longo período de tempo; uma extensa faixa de terra
sob a qual camadas de pedra são inclinadas, normalmente
dos lados para o centro.
Bacia
Sedimentar: depressão da crosta terrestre onde se acumulam
rochas sedimentares que podem ser portadoras de petróleo
ou gás, associados ou não.
Balanço
térmico: princípio segundo o qual a quantidade
de calor fornecida a um sistema é igual àquela retirada
do mesmo, seja ela utilizada ou perdida.
Balão:
dispositivo que é colocado dentro da canalização
e que, após inflado, interrompe a passagem de gás
em determinado trecho da mesma, onde é necessário
realizar algum reparo.
Barômetro:
instrumento para medir a pressão atmosférica. O
de mercúrio utiliza uma coluna de mercúrio suportada
por pressão atmosférica. O tipo aneróide
é mecânico e desempenha o mesmo papel.
Barril
(bbl): medida padrão para petróleo e seus derivados.
Um barril é igual a 35 galões imperiais, 42 galões
americanos ou 159 litros.
Barril
de petróleo (boe): unidade utilizada para comparar
(converter) em equivalência térmica, uma quantidade
de energia em barris de petróleo.
Baseload
(carga de base): nível básico fundamental de
demanda, ou mínimo do sistema; usado no contexto de provisão
de gás e geração de energia. O oposto de
peakload (carga de ponta).
Beach
Prices: Preço aplicado ao gás no despacho, quando
a água e os hidrocarbonetos líquidos foram removidos.
Biogás:
mistura de metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2), produzida
pela fermentação de matérias orgânicas,
em proporções de cerca de 1/3 de CO2, e 2/3 de CH4,
com traços de oxigênio nitrogênio provenientes
da atmosfera.
Bloqueio
da rede por balonamento: consiste em fazer um bloqueio na
tubulação onde é inserido um balão
que, inflado, interrompe a passagem do gás no trecho a
ser recuperado.
Bloqueio
de segurança: interrupção do fornecimento
de gás pelo fechamento das válvulas de bloqueio.
Bloqueio
duplo e descarga: sistema de bloqueio de segurança
formado por três válvulas, sendo duas válvulas
de bloqueio automático, instaladas em série na linha
de gás, e uma terceira válvula de descarga automática
instalada entre elas, com saída livre para a atmosfera.
Boiler:
aparelho para aquecimento de água, que pode ser a gás
ou elétrico.
Bombear
o sifão: retirar água da tubulação
através de sifões existentes nas redes e instalações.
Booster:
compressor com pequena relação de compressão,
utilizado para aumentar a pressão num sistema de gás.
Boring-machine:
equipamento especial utilizado para introduzir tubos-camisa no
solo, sem necessidade de abertura de valas.
Botijão:
recipiente transportável, destinado a conter gás
liquefeito de petróleo (GLP) com dispositivo para ligação
e capacidade de, no máximo, 250 litros.
BTU
(British Thermat Unit): quantidade de calor necessária
para elevar a temperatura de uma libra de água em 1ºF.
Butano:
hidrocarboneto saturado com quatro átomos de carbono e
dez átomos de hidrogênio (C4H10), encontrado no estado
gasoso incolor, com odor de gás natural. Compõe
o GLP, sendo empregado como combustível doméstico,
como iluminante; como fonte de calor industrial em caldeiras,
fornalhas e secadores; para corte de metais e aerossóis.
Butano-ar,
Propano-ar: butano ou propano comercial misturado com ar e
fornecido como gás de cidade ou como parte dele, ou ainda
como stand by de GN.
Butano
comercial: gás liqüefeito de petróleo consistindo
predominantemente de butanos e/ou butitenos (hidrocarbonetos C4).
By-Pass
(desvio): arranjo de tubulação com válvula
de controle que conduz gás, ar ou outro fluído,
contornando, ao invés de atravessar, todo um trecho da
uma tubulação.
Cabine
de medidores: local destinado ao abrigo de um ou mais medidores.
Cabine
do regulador: local destinado ao abrigo do regulador. Este
termo é empregado principalmente nos reguladores residenciais,
instalados na entrada de algumas edificações.
Caldeira:
aparelho destinado à geração de vapor de
água de uso comercial, residencial ou industrial.
Calor
específico: calor necessário pare elevar em
10 a temperatura de uma unidade de massa de uma substância.
Campo
de gás: um ou mais reservatórios de hidrocarbonetos
contendo gás natural, porém, com quantidades desprezíveis
de petróleo.
Campo
de Petróleo ou de Gás Natural: área produtora
de petróleo ou gás natural, a partir de um reservatório
contínuo ou de mais de um reservatório, a profundidades
variáveis, abrangendo instalações e equipamentos
destinados à produção.
Canalização
Interna: tubulação que interliga a jusante do
medidor até os pontos de alimentação dos
aparelhos de utilização.
Capacidade
nominal dos aparelhos de utilização: calor fornecido
na queima do gás para o qual o equipamento foi projetado
para funcionar em sua capacidade máxima.
Carbono:
elemento químico que tem a mais ampla aplicação
dentre todos os elementos e entra na composição
de todos ou compostos orgânicos. Não se funde e é
quimicamente inativo a baixas temperaturas; a temperaturas mais
elevadas queima e absorve oxigênio.
Carga
de ponta: demanda máxima de gás num sistema,
durante o intervalo de tempo especificado: hora, dia, semana,
mês ou ano.
Catalisador:
substância que, por sua presença, modifica a velocidade
de uma reação química, sem sofrer alteração
durante o processo.
Célula combustível: célula elétrica
usada para gerar energia elétrica a partir de uma reação
entre compostos químicos, sem necessidade de combustão
e sem a produção de barulho ou poluição.
Pode usar gás natural como insumo.
Central
de butano-ar (ou propano-ar): estação geradora
de gás onde o butano ou propano é misturado com
o ar e injetado num sistema de distribuição.
Chama
piloto: pequena chama que acende um queimador ou conjunto
de queimadores quando o gás é admitido.
Chaminé:
duto destinado a conduzir para a atmosfera, para o poço
de ventilação ou para a chaminé coletiva,
os gases de combustão provenientes de um aparelho de utilização.
Chaminé
coletiva: duto destinado e conduzir para atmosfera os gases
de combustão gerados nos aparelhos de utilização
através das respectivas chaminés individuais.
Chaminé
individual: duto instalado acima do aquecedor ou boiler, cuja
função é permitir o escoamento dos gases
da combustão para o exterior do ambiente e, ao mesmo tempo,
propiciar melhor eficiência da queima do gás nos
aparelhos de utilização.
Chuva
ácida: assim chamada por resultar da combinação
entre óxidos de enxofre (SOx) e óxidos de nitrogênio
(N0x0), liberados pela combustão de combustíveis
fósseis (especialmente o carvão) com a umidade do
ar, resultando na formação de ácidos nítrico,
nitroso, sulfúrico e sulfuroso, Causa estragos ao meio
ambiente e ao patrimônio exposto.
Ciclo
combinado: combinação de turbinas de ciclo a
gás com turbinas de ciclo a vapor, para gerar energia elétrica.
City-gate
ou Estação de Entrega e Recebimento de Gás
Natural ou Estação de Transferência de Custódia
de Gás Natural: conjunto de instalações
contendo manifolds e sistema de medição, destinado
a entregar o gás natural oriundo de uma concessão,
de uma unidade de processamento de gás natural, de um sistema
de transporte ou de um sistema de transferência, para a
concessionária estadual distribuidora de gás canalizado.
Climatização:
Sistema que produz água resfriada, a qual é utilizada
para fins de condicionamento de ambientes. Este sistema utiliza
o gás canalizado como fonte de energia.
Cogeração:
produção seqüencial de eletricidade e energia
térmica útil a partir da mesma fonte de energia.
O gás natural é um combustível vantajoso
para unidades de cogeração de ciclo combinado, nas
quais o calor desperdiçado é convertido em energia
elétrica.
Combustão:
combinação, geralmente rápida, entre duas
substâncias, combustíveis e comburentes, que libera
uma grande quantidade de calor.
Combustão
completa: oxidação completa de um combustível,
com ou sem sucesso de oxigênio.
Combustão
incompleta: queima com suprimento insuficiente de oxigênio,
de forma que a substância a ser queimada é consumiria
parcialmente.
Combustão
perfeita ou estequiométrica: oxidação
total de um combustível com a quantidade teórica
exata do oxigênio necessário.
Combustível:
substância que queimará sob condições
controláveis, fornecendo calor numa forma utilizável.
Combustível
fóssil: qualquer combustível orgânico
de ocorrência natural, tal qual o petróleo, gás
natural e carvão.
Companhia
distribuidora ou Concessionária: entidade pública
ou particular responsável pelo fornecimento, abastecimento,
distribuição e venda de gás canalizado aos
consumidores.
Compressibilidade:
no gás, refere-se à modificação da
densidade quando sob condições de compressão
alteradas.
Condensado:
frações líquidas de gás natural obtidas
no processo de separação normal de campo, mantidas
na fase líquida na condição de pressão
e temperatura de separação.
Condição
Padrão de Medição: condição
em que a pressão absoluta é de 0,101325 mpa (cento
e um mil trezentos e vinte e cinco milionésimos de megapascal)
e a temperatura é de 20º C (vinte graus centígrados).
Condições
Padrão: de acordo com o I.G.U., 288,15º ºK
(15ºC) e 1.01325 bar seco. De acordo com e AGA (American
Gas Association) 60º F e 30 polegadas de mercúrio
seco; de acordo com o Compresseg Gas Institute, a temperatura
de 20ºC(68º F) e uma pressão de 1 atmosfera.
No Reino Unido, para um gás, 60ºF, 30 polegadas de
mercúrio saturado com vapor de água.
Conjunto de medição e regulagem: instalação
existente em consumidores, destinada a regular a pressão
e efetuar a medição do gás fornecido.
Consumo
Interno ou Consumo Próprio: parcela de produtos de
derivados de petróleo, gás úmido, consumido
pela própria unidade produtora, ou indústria do
petróleo.
Conversão:
projeto que está sendo desenvolvido pela COMPAGAS e que
consiste na troca do GLP (gás liqueito de petróleo)
por gás natural. Para tal, além das mudanças
realizadas na rede, são ainda feitas mudanças nos
aparelhos de queima dos clientes (fogões, aquecedores,
fomos etc).
Criogenia:
processo de produção, manutenção e
utilização de temperaturas extremamente baixas,
inferiores a - 46º C.
CTGás:
Centro de Tecnologia do Gás.
Defletor: dispositivo situado no circuito de exaustão dos
produtos da combustão de um aparelho a gás, destinado
a diminuir a influência da exaustão dos gases e do
retrocesso sobre o funcionamento do queimador e da combustão.
Demanda:
quantidade de gás utilizada por um consumidor num dado
período de tempo. Expresso normalmente em m³/h, por
dia ou por ano.
Densidade:
massa de uma substância por unidade de volume expressa normalmente
em termos de kg por m3.
Densidade
absoluta: relação entre a massa por unidade
de volume. Quando medida nas condições normais de
temperatura e pressão (CNTP) é denominada "densidade
absoluta normal".
Derivados
Básicos: principais derivados de petróleo, referidos
no art. 177 da Constituição Federal, a serem classificados
pela Agência Nacional do Petróleo.
Derivados
de Petróleo: produtos decorrentes da transformação
do petróleo.
Desarmo:
condição de bloqueio de um sistema de combustão,
em conseqüência da qual nova partida não possa
ocorrer sem intervenção manual. Um sistema de alarme
é usualmente incluído.
Desobstrução
para instalação interna: retirada de obstruções
causadas pela água nas instalações internas
das edificações. Esta obstrução, em
geral, ocasiona falta de gás ou gás fraco nos equipamentos
dos clientes.
Detector
de gás: instrumento para detectar a presença
de vários gases, geralmente por medida de segurança
contra gases tóxicos ou inflamáveis.
Dióxido
de carbono CO2: gás carbônico, incolor e inodoro,
responsável em grande parte pelo efeito estufa na atmosfera
terrestre.
Directional
drilling (Perfuração Direcional): técnica
de perfuração do solo, guiada por instrumentos,
que permite a passagem de dutos em locais de grande movimento
ou de difícil acesso, como cruzamento de estradas, travessias
de rios etc, sem interromper o tráfego ou afetar a natureza
e as instalações de superfície.
Distribuição
de Gás Canalizado: serviços locais de comercialização
de gás canalizado, junto aos usuários finais, explorados
com exclusividade pelos Estados, diretamente ou mediante concessão,
nos termos do § 20 do art. 25 da Constituição
Federal.
Duto:
conjunto de tubos interligados; denominado poliduto, quando transporta
líquidos diversos; oleoduto quando transporta petróleo
e seus derivados líquidos; e gasoduto quando transporta
gases.
Efeito
estufa (greenhouse effect): emissões de dióxido
de carbono, óxido nitroso, metano e outros gases provenientes
de motores de veículos, plantas industriais, plantas termelétricas
e outras fontes, que se acumulam entre a superfície terrestre
e a atmosfera mais elevada. Muitos cientistas relacionam essas
emissões ao aquecimento da temperatura no planeta.
EIA:
Estudo de Impacto Ambiental exigido pelos órgãos
ambientais para obtenção das licenças para
construção de gasoduto.
Emissões
fugitivas: emissões que escapam de um sistema que deveria
ser hermético.
Enxofre
(S): elemento químico, geralmente de cor amarela; impureza
nos combustíveis, nessa forma ou como composto sulfuroso;
pode formar ácidos corrosivos como o sulfúrico e
sulfídrico.
Estação
Redutora de Pressão (ERP): Conjunto de equipamentos
destinados a reduzir a pressão de uma determinada rede
de distribuição de gás.
Estações
de regulagem: áreas onde estão instalados reguladores
de pressão do gás.
Estocagem
de Gás Natural: armazenamento de gás natural
em reservatórios próprios, formações
naturais ou artificiais.
Etileno(C2H4):
hidrocarboneto e agente de iluminação, presente
no gás manufaturado. Um importante insumo na indústria
química e de plásticos.
Excesso
de ar: ar em excesso ao teoricamente necessário à
combustão completa.
Fator de carga (loadfactor): razão entre demanda máxima
provável e demanda máxima possível.
Fator
de simultaneidade: coeficiente de minoração,
expresso em porcentagem, aplicado à potência instalada,
para obtenção da potência de projeto de uma
instalação de gás. Expressa a probabilidade
de uso concomitante de vários aparelhos a gás numa
instalação.
Fator
de velocidade de chama: velocidade de queima de uma mistura
estequiomérica de gás e ar expressa como uma porcentagem
de velocidade de queima da mesma mistura de hidrogênio e
ar.
Filtro:
meio mecânico de remover materiais sólidos de um
líquido ou gás; é construído de tal
forma que o fluído passa através do material filtrante
e os sólidos são retidos.
Flange
isolante: par de flanges inserido numa tubulação,
com as faces isoladas eletricamente uma da outra, com a finalidade
de interromper o fluxo de corrente elétrica através
da tubulação.
Flared
or Vented: gás queimado ou aliviado nas plataformas
de produção ou plantas de processamento de gás.
Fluído: designação comum a líquidos
e gases.
Fóssil:
vestígio ou resto petrificado ou endurecido de seres vivos
que habitaram a Terra antes do período holoceno, que se
conservaram sem perder as características essenciais.
Fuel
Oil 1%: classificação de óleos combustíveis
com teor máximo de enxofre de 1% (um por cento), viscosidade
cinemática de 380x10-6m2/s (trezentos e oitenta milionésimos
de metro quadrado por segundo) a 50ºC (cinqüenta graus
Celsius) e densidade entre 965 (novecentos e sessenta e cinco)
e 990 kg/m3 (novecentos e noventa quilogramas por metro cúbico).
Fuel
Oil 3.5%: classificação de óleos combustíveis
com teor máximo de enxofre de 3,5% (três vírgula
cinco por cento), concentração máxima de
vanádio de 300 ppm (trezentas partes por milhão),
viscosidade cinemática de 380x10-6m2/s (trezentos e oitenta
milionésimos de metro quadrado por segundo) a 420x10-6m2/s
(quatrocentos e vinte milionésimos de metro quadrado por
segundo) a 50ºC (cinqüenta graus Celsius) e densidade
de 965 (novecentos e sessenta e cinco) a 990 kg/m3 (novecentos
e noventa quilogramas por metro cúbico).
Gás
Ácido: gás natural contendo compostos de enxofre
que precisam ser removidos para sua utilização.
Gás
associado: gás natural encontrado dissolvido no petróleo,
ou na forma de uma capa de gás acima do reservatório
de óleo. Também conhecido como gás em solução
e gás aprisionado. Normalmente está presente em
um reservatório de petróleo nas fases iniciais de
produção. Nesse caso, a produção de
gás é determinada diretamente pela produção
de petróleo.
Gás
de Carvão: gás manufaturado, feito pela destilação
destrutiva (carbonização) de carvão betuminoso
em retortas de gás ou fornos de coque. Seus principais
componentes são metano (20% a 30%) e hidrogênio (cerca
de 50%). Foi o primeiro gás produzido industrialmente e
distribuído em larga escala.
Gás de cidade: gás levado por tubulação
aos consumidores, a partir de uma usina. Pode se constituir de
gás manufaturado e gás natural usado para enriquecimento.
Gás
de referência: gás padrão, típico
de um grupo de gás distribuído normalmente, e pelo
qual os equipamentos são projetados e ajustados.
Gás
de Refinaria: Gás resultante das operações
de refino do petróleo; consiste principalmente de hidrogênio,
metano, etileno, propileno e os butilenos. Pode também
conter outros gases tais como nitrogênio e dióxido
de carbono. Sua composição pode ser altamente variável
e o poder calorífico pode variar de 40 MJ/NM3 a 80 MJ/Nm3.
Gás
engarrafado: gás liqüefeito de petróleo,
mantido sob pressão em cilindros de aço, por conveniência
de transporte para usuários industriais, comerciais ou
residenciais.
Gas
Grid: termo usado para as redes de transmissão e distribuição
de gás numa região ou país, nas quais o gás
é transportado para usuários industriais, comerciais
e residenciais.
Gás
interruptível: gás fornecido sob acordos que
permitem a interrupção ou corte do fornecimento
pelo fornecedor.
Gás
Liqüefeito de Petróleo (GLP): mistura de hidrocarbonetos
leves, gasosos, predominantemente propano e butano. São
armazenados no estado líquido em botijões ou cilindros,
através da elevação moderada da pressão
ou da redução da temperatura. Também conhecido
como gás engarrafado, gás envasilhado ou gás
de cozinha.
Gás
manufaturado: gases derivados de fontes primárias de
energia, por processos envolvendo reação química;
por exemplo, o gás natural produzido de carvão vegetal
ou hidrocarbonetos líquidos, como a nafta.
Gás
nas condições normais: gás estando seco
à temperatura 273,15ºK (0ºC) e pressão
absoluta de 1,01325mbar.
Gás
natural bruto: gás direto do poço, antes de
ser tratado ou limpo. Mistura de hidrocarbonetos leves e outras
substâncias associadas, que ocorre naturalmente em um reservatório
subterrâneo, a qual, em condições atmosféricas,
é essencialmente gás, mas pode conter líquidos.
Gás
natural comercializável: volume pronto para transporte,
após remoção de certos hidrocarbonetos e
outros compostos presentes no gás natural não processado,
atendendo a especificações de uso geral. Exclui-se
daí o gás combustível usado ou não
aproveitado nas plataformas.
Gás
natural desulfurado: gás natural que contém
quantidades tão pequenas de compostos sulfurosos que pode
ser utilizado sem purificação.
Gás
natural liquefeito (GNL): gás natural que tenha sido
liqüefeito por resfriamento a menos de 258ºF (-161ºC)
à pressão atmosférica.
Gás
natural não associado: gás natural livre num
reservatório que não está em contato e nem
dissolvido no petróleo bruto do reservatório.
Gás Natural ou Gás: todo hidrocarboneto ou
mistura de hidrocarbonetos que permaneça em estado gasoso
ou dissolvido no óleo nas condições originais
do reservatório, e que se mantenha no estado gasoso nas
condições atmosféricas normais, extraído
diretamente a partir de reservatórios petrolíferos
ou gaseíferos, incluindo gases úmidos, secos, residuais
e gases raros. Ao se processar o gás natural úmido
nas UPGNs se obtém: (i) o gás seco, que contem principalmente
metano (C1,) e etano (C2); (ii) o líquido de gás
natural (LGN), que contem propano (C3) e butano (C4), que formam
o gás liqüefeito de petróleo (GLP); e (iii)
a gasolina natural (C5).
Gás
natural seco: gás natural que não contém
petróleo bruto ou condensado, ou gás do qual tenham
sido retirados os líquidos.
Gás
natural úmido: gás com predominância do
metano, mas com teor relativamente alto de outros hidrocarbonetos,
os quais seriam normalmente separados como LGNs nas UPGNs.
Gás
pobre: gás de poder calorífico relativamente
baixo.
Gases
de combustão: gases resultantes da queima de um combustível.
Gasoduto:
Tubulação destinada à transferência
de gás. Na forma mais ampla, pode ser entendido como sistema
de gás.
Gasoduto
de transmissão: tubulação cuja finalidade
é transportar o gás de uma fonte para um ou mais
centros de distribuição, ou destinado em pressões
mais altas, por ser mais extenso e por apresentar grandes distâncias
entre suas derivações.
Gasogênio:
gás combustível produzido pela gaseificação
contínua de combustível sólido numa mistura
de ar e vapor (ou às vezes somente ar). Foi muito usado
em veículo, durante a 2ª Guerra Mundial, em substituição
à gasolina e nafta.
Gasolina
Natural (C5+): Mistura de hidrocarbonetos que se encontra
na fase líquida, em determinadas condições
depressão e temperatura, composta de pentano (C5) e outros
hidrocarbonetos pesados. Obtida em separadores especiais ou unidades
de processamento de gás natural (UPGN) Pode ser misturada
à gasolina para especificação, reprocessada
ou adicionada à corrente do petróleo.
Geração
de eletricidade em ponta: Geração de energia
elétrica, nos chamados "horários de ponta de
consumo" utilizando gerador a gás natural.
Geração
térmica: conversão de energia, na qual se consome
combustível para gerar calor, que é então
convertido em energia elétrica. O combustível pode
ser carvão, petróleo ou gás urânio.
GNC:
gás natural comprimido, utilizado em veículos ou
equipamentos, que operam a pressão mais elevada.
GNV:
gás natural veicular, utilizado em veículos ou equipamentos,
que operam a pressão mais elevada.
Greenfield:
área virgem, sem infra-estrutura (rede de gás) existentes.
GTA
(Gas Transportation Agreement): contrato da capacidade de
transporte de um gasoduto.
Hidratos:
condensado indesejável, semelhante a gelo, que aparece
no gás natural, contendo vapor de água quando submetido
a pressão.
Hídrocarbonetos:
compostos químicos orgânicos, formados por átomos
de carbono e hidrogênio, que compõem a base de todos
os derivados de petróleo. Podem se apresentar na forma
sólida, líquida ou gasosa. O petróleo e o
gás natural são exemplos de hidrocarbonetos.
Hub:
localidade geográfica na qual um grande número de
compradores e vendedores negociam o gás natural e o entregam
fisicamente nesse ponto.
Impacto Ambiental: qualquer alteração ambiental
causada pelo homem, afetando a ele próprio e às
formas animais e vegetais de vida.
Índice
de combustão: relação entre monóxido
e dióxido de carbono, existente nos produtos de combustão.
Índice
de Wobbe: poder calorífico superior do gás,
dividido pela raiz quadrada de sua densidade relativa ao ar.
lnertes:
constituintes de um gás que não contribuem para
seu poder calorífico. Os inertes comuns são o dióxido
de carbono, oxigênio e nitrogênio.
Injetor:
peça utilizada na alimentação de gás
para um queimador (ex.: nos fogões).
lnstalação
de armazenagem: instalação utiIlizada para a
armazenagem de gás natural, de propriedade ou explorada
por uma empresa, exceto a parte utilizada para as atividades de
produção.
Instalação
predial: conjunto de tubulações, medidores,
reguladores, registros, drenos, válvulas, recipientes de
gás e aparelhos de utilização, com os necessários
complementos destinado ao armazenamento, condução
e utilização do gás combustível.
Instalações
internas: todo o trecho da instalação de gás
desde a saída do medidor até dentro do apartamento,
incluindo as conexões de ligações com os
aparelhos de consumo (fogões, aquecedores e boilers), independente
dessas instalações passarem por áreas comuns
do prédio ou dentro do apartamento.
Intercambialidade
de gases: adequação de gases de diferentes características
de combustão, para uso em equipamentos existentes, sem
alterações inaceitáveis no desempenho.
Isolante
térmico: material de baixa condutividade térmica,
aplicado em superfícies expostas ao ambiente, para reduzir
as trocas de calor ou frio.
Kcal:
denomina-se kilocaloria e significa a quantidade de calor liberada
na combustão completa de uma combustível. Ela pode
ser expressa em Kcal/m3 (volume) ou Kcal/kg (massa). Cada combustível
tem uma determinada quantidade de kilocalorias por metro cúbico
ou por kilo, que lhe é peculiar.
LGN:
líquidos de gás natural. Hidrocarbonetos de alto
valor comercial, que podem ser extraídos do gás
natural produzido, a forma líquida. Inclui etano, GLP e
pentano, além de alguns hidrocarbonetos mais pesados, como
a gasolina.
Limitador
de vazão: dispositivo que tem por objetivo interromper
a passagem de gás na instalação predial,
a jusante do ponto onde está instalado, quando a vazão
exceder um valor estabelecido.
Liquefação
de gás: processo de resfriamento de gás natural
a uma temperatura de -162ºC, reduzido dessa forma seu volume
em 600 e tornando-o líquido. O gás assim liquefeito
pode ser transportado por navios metaneiros, ou armazenados em
tanques ou reservatórios subterrâneos.
Malha:
lay out de um sistema de distribuição do gás
em uma cidade.
Manobrar
a rede: rebaixar a pressão da rede ou interromper o
fornecimento, em um determinado trecho, geralmente para executar
algum tipo de intervenção.
Manômetro:
aparelho de medição da pressão de líquidos
e gases. Quando mede a pressão atmosférica leva
o nome de barômetro.
Matriz
energética nacional: participação relativa
das diversas fontes energéticas de um país no consumo
de energia primária. Essas fontes podem ser renováveis
ou não renováveis.
Medição:
registro de uma quantidade de gás que passa através
de uma determinada seção de tubulação,
em um período de tempo.
Medidor:
aparelho destinado à medição do volume de
gás consumido em um determinado período de tempo.
Medidor
coletivo: aparelho destinado à medição
do consumo total de gás de um conjunto de consumidores.
Medidor
de diafragma: medidor no qual uma parede da câmara de
medição incorpora um material flexível, deslocando
quantidades determinadas de volume.
Medidor
de turbina: medidor no qual a vazão é determinada
pela rotação do elemento primário, provocada
pelo escoamento do fluído no qual está imerso.
Medidor
individual: aparelho destinado a medição do
volume de gás consumido por apenas um consumidor.
Mercaptana:
composto de carbono, hidrogênio e enxofre, encontrados no
óleo e no gás. Ao serem misturados em pequenas quantidades
ao gás natural e aos gases liquefeitos conferem ao gás
um odor característico, aumentando a segurança na
utilização desses combustíveis, pois permite
a identificação de vazamentos.
Metano:
hidrocarboneto encontrado na natureza, formado por um átomo
de carbono e quatro átomos de hidrogênio (CH4) e
que, junto com outros hidrocarbonetos, é predominante na
composição do gás natural.
Metaneiro:
navio especialmente projetado para o transporte de gás
natural liquefeito (GNL).
Mistura
GLP-AR: mistura de gás liquefeito de petróleo
e ar para obter um determinado poder calorífico e passível
de ser distribuído através de um sistema de distribuição,
utilizando também como reserva e para fins de suplementação
de pico.
Monóxido
de carbono (CO): Gás tóxico formado na queima
incompleta de um combustível. Quando o equipamento de queima
não está devidamente regulado, as quantidades de
monóxido de carbono geradas podem ser altas e muito prejudiciais
ao ser humano.
Nafta:
fração de destilação do petróleo,
constituída por hidrocarbonetos de baixo ponto de ebulição,
usada para fins energéticos e não energéticos.
Netback:
o valor do gás vendido ao cliente no ponto de consumo,
descontados o custo de transporte e o custo de produção.
Número
de Metano: Indica a capacidade anti-detonante do gás
natural, seus limites podem ser comparados com a octanagem da
gasolina.
Odorizante: substância do tipo das mercaptanas que conferem
odor característico ao gás natural, para detectar
sua presença no ambiente, em caso de vazamento.
Óleo
Combustível: óleos residuais de alta viscosidade,
obtidos do refino do petróleo ou através da mistura
de derivados pesados com óleos residuais de refinaria.
São utilizados como combustíveis industriais para
geração de calor, ou indiretamente na produção
de trabalho a partir de uma fonte térmica.
Óleo
Cru ou Bruto: fração do petróleo existente
na fase líquida nas condições originais do
reservatório, que permanece líquida nas condições
de pressão e temperatura da superfície.
Ozona:
forma reativa do oxigênio que filtra a radiação
ultravioleta na estratosfera, mas é destruída pelo
carbono, flúor corados e halogênios. Na atmosfera
é produzido por reações entre compostos voláteis
e óxidos de nitrogênio, e como constituinte do smog
(nevoeiro com fumaça) fotoquímico, é um irritante
e pode causar dificuldades respiratórias.
Peak
Shaving: procedimento que permite um aumento da oferta de
gás durante a ponta ou em períodos de emergência,
através de outras fontes nas quais o gás tenha sido
armazenado em períodos de baixa demanda ou produzido especificamente
para atender a demanda de ponta.
Perda
de carga: perda de pressão de gás, do fluído
(ar, gás ou água), devido ao atrito ou obstrução
em tubos, válvulas, conexões, reguladores e queimadores.
Perda
de distribuição: quantidade de gás perdida
através de vazamento ou condensação no fornecimento
de gás a consumidores através de gasodutos.
Petróleo:
mistura de hidrocarbonetos oleosos de ocorrência natural,
com cores variando de verde a preta, encontrada em lençóis
na terra, a exemplo do óleo cru e condensado. O nome é
derivado do latim oleum o que ocorre naturalmente nas rochas petra.
Pico
diário: volume máximo de gás fornecido
em um dia.
Pig
instrumentado: sistema utilizado na inspeção
de gasodutos para avaliar o estado das tubulações.
Pó
na rede: Resíduos provenientes de redes antigas e que
são carregadas pelo gás através da tubulação.
Poço
comercial: poço de produção líquida
suficiente, no qual existe a expectativa de retorno do investimento
em prazo razoável, e cuja operação gere lucro.
Um poço raso, que produza 50 barris por dia em local rapidamente
acessível em terra, pode ser um poço comercial.
Tal poço, virtualmente localizado em qualquer área
em mar, onde a infra-estrutura de produção, e gasodutos
tenham que ser construídos, não seria considerado
um poço comercial.
Poder
calorífico: quantidade de calor (energia sob a forma
de calor) que se desprende na combustão (queima) completa
de uma unidade de volume de gás. O poder calorífico
é expresso em Kcal/m³. Cada combustível possui
seu próprio poder calorífico que corresponde à
capacidade do combustível de gerar calor.
Poder
calorífico inferior: quantidade de calor liberada pela
combustão completa de uma unidade em volume ou massa de
um combustível, quando queimado completamente em uma certa
temperatura, permanecendo os produtos de combustão em fase
gasosa (sem condensação do vapor d'água).
Poder
calorífico superior: quantidade de calor liberada pela
combustão completa de uma unidade em volume ou massa de
um combustível, quando queimado completamente em uma determinada
temperatura, levando-se os produtos da combustão, por resfriamento,
à temperatura da mistura inicial (o vapor d´água
é condensado e o calor recuperado).
Polietileno:
é um material usado em tubulações de gás
em baixas e médias pressões. Sua principal vantagem
é maior facilidade na instalação e não
sofrer com processos corrosivos.
Ponto
de fulgor (flashpoint): temperatura na qual um líquido
inflamável, num ambiente fechado, liberta vapor suficiente
para criar uma mistura explosiva no espaço de ar acima
dela, mistura esta que formará um lampejo se exposta em
contato com uma chama ou faísca, para se avaliar a segurança
em armazenamento, transporte, algumas vezes, no manuseio do combustível.
Ponto
de fusão: temperatura específica na qual uma
substância sofre uma mudança de estado de sólido
para líquido.
Ponto
de instalação: extremidade da canalização
interna, destinada a receber o medidor.
Ponto
de orvalho: temperatura na qual a condensação
da fase vapor ocorre. Se não for especificada nenhuma pressão,
o ponto de orvalho refere-se geralmente a pressão atmosférica
normal.
Potência
de projeto (Pp): potência, expressa em KW ou Kcal/h,
utilizada para dimensionamento.
Potência
instalada (P): somatória das potências máximas
dos aparelhos de utilização instalados, expressa
em KW ou kcal/h.
Potência
nominal: quantidade de calor contida no combustível
consumido, na unidade de tempo, pelo aparelho de utilização,
com todos os queimadores acesos e devidamente regulados, indicada
pelo fabricante.
Pressão:
unidade empregada para designar os diversos níveis em que
trabalham as redes de gás. Esses níveis podem ser:
baixa, média pressão e alta pressão.
Pressão
absoluta: soma da pressão manométrica com a
pressão atmosférica.
Pressão
atmosférica: pressão do peso do ar e do vapor
de água na superfície da terra. Aproximadamente
101Kpa ou 760 mm de mercúrio, ao nível do mar.
Pressostato:
dispositivo sensor de pressão, projetado para fornecer
um sinal de saída em função de um valor pré-determinado.
Prisma
de ventilação: abertura situada no interior
da edificação, em comunicação direta
com o exterior pela parte superior destinado a realizar a ventilação
dos locais que possuem aparelhos a gás.
Processamento
de gás: separação entre óleo e
gás e a remoção de impureza e líquidos
do gás natural.
Propano:
hidrocarboneto saturado com três átomos de carbono
e oito de hidrogênio (C3H8), gasoso, incolor e possui cheiro
característico. Empregado como combustível doméstico
e como iluminante; utilizado como fonte de calor industrial em
caldeiras, fornalhas e secadores. É um dos componentes
do GLP, o gás de cozinha.
Proteção
Catódica: método empregado, para reduzir a velocidade
de corrosão eletroquímica de estruturas como as
de perfuração de óleo e plataformas de produção,
tubulações e tanques de armazenagem.
Protetor
de chama: controle sensível às características
da chama, detectando a presença de chama e, no caso de
falha de ignição ou posterior falta de chama, provocando
uma parada de segurança.
Queima:
reação química entre combustível e
comburente com liberação do calor.
Queimador:
componente de um sistema de combustão, responsável
pela manutenção de uma chama estável, onde
se processa uma combustão segura e controlada.
Queimador
a gás: queimador que utiliza um gás como combustível.
Queimador
aerado: queimador no qual o gás passado através
de um injetor induz o ar primário para posterior combustão.
Ramal do usuário: é uma tubulação
que, recebendo o gás da rede de distribuição,
o fornece ao consumidor.
Ramal
entupido: obstrução da passagem do gás,
geralmente motivada por corrosão, água ou sujeira.
Ramal
externo: é a parte da canalização de
gás compreendida entre a rede de distribuição
e o conjunto de medição e regulagem de pressão.
Sua construção e manutenção são
de responsabilidade da Distribuidora.
Ramal
interno: conjunto de dutos, elementos e acessórios,
instalados após o conjunto de medição e regulagem
de pressão. Sua manutenção é de responsabilidade
do cliente.
Rede
de distribuição: tubulação de
distribuição, estações de controle
de pressão, válvulas, equipamentos operados por
uma companhia de gás, para levar gás desde os pontos
de suprimento ou de fabricação até os medidores
dos consumidores.
Refrigerador
a gás: aparelho destinado a resfriar um compartimento
fechado, cuja fonte de energia principal é gás combustível,
geralmente operando em ciclo de absorção.
Registro
de conexão de aparelho: dispositivo de corte que, pertencente
à instalação individual, está situado
o mais próximo possível da conexão de cada
aparelho a gás podendo interromper o fornecimento de gás
a cada um deles. Não deve ser confundido com os registros
incorporados aos aparelhos a gás. É necessário
em todos os casos.
Registro
geral de corte: dispositivo destinado a interromper o fornecimento
de gás para um usuário.
Regulador
combustível-ar: relação da taxa de fornecimento
de combustível para a taxa de fornecimento de ar necessário
para obter a característica de combustão desejada.
Regulador
de pressão: dispositivo colocado na linha de gás
para reduzir, controlar ou manter a pressão.
Reservas
Possíveis: reservas de petróleo e gás
natural cuja análise dos dados geológicos e de engenharia
indica uma maior incerteza na sua recuperação quando
comparada com a estimativa de reservas prováveis.
Reservas
Provadas: reservas de petróleo e gás natural
que, com base na análise de dados geológicos e de
engenharia, se estima recuperar comercialmente de reservatórios
descobertos e avaliados, com elevado grau de certeza, e cuja estimativa
considere as condições econômicas vigentes,
os métodos operacionais, usualmente viáveis e os
regulamentos instituídos pela legislações
petrolífera e tributária brasileiras.
Reservas
Prováveis: reservas de petróleo e gás
natural cuja análise dos dados geológicos e de engenharia
indica uma maior incerteza na sua recuperação quando
comparada com a estimativa de reservas provadas.
Reservas
Totais: soma das reservas provadas, prováveis e possíveis.
Revisão:
vistoria técnica para verificar se as instalações
e aparelhos dos clientes estão de acordo com as normas
de segurança estabelecidas pelo Regulamento de Instalações
Prediais de Gás.
RIMA:
relatório de impacto ambiental, menos elaborado que o EIA
e de leitura acessível ao público em geral. Exigido
pelos órgãos ambientais responsáveis pela
emissão da licença prévia de gasodutos.
Scada:
sistema direto de aquisição, supervisão e
controle de dados relacionados à operação
de gasodutos (pressão, temperatura vazão, etc) de
acionamento remoto automático ou manual.
Serviço
de Ponta: serviço que assegura ao comprador uma certa
quantidade de gás natural, entregue a pedido deste para
atender os períodos de demande de ponta.
Serviço
firme: a qualidade de serviço de transporte ou venda
de gás aos clientes, conforme uma programação
de entrega que antecipa interrupções não
planejadas. É geralmente associado às companhias
de distribuição, que atendem clientes residenciais
e outros usuários finais de alta prioridade.
Serviço
Interruptível: Serviço de gás sujeito
a interrupção à critério do transportador.
Também conhecido como "serviço de melhor preço".
As tarifas para serviços interruptíveis são
inferiores àquelas praticadas pra serviço firme.
Ship
or pay: Cláusula incluída nos contratos de transporte
de gás natural segundo a qual o consumidor final ou a concessionária,
para quem está sendo feito o transporte, são obrigados
a pagar pelo transporte do gás mesmo no caso de o gás
não ser transportado.
Sistema
de bloqueio de segurança: sistema de válvulas
de bloqueio, associado a um circuito de controle, que gerencia
o fornecimento de gás aos queimadores, permitindo ou não
o fluxo.
Sistema
de combustão: conjunto composto por queimadores, sistema
de suprimento de ar de combustão, sistema de suprimento
de gás e geralmente sistema de proteção de
controle de chama.
Sistema
de detecção de chama: sistema composto por sensor
de chama, amplificador de sinal de chama e relê de chama.
Sistema
de distribuição: anéis, laterais, gerais,
redes, ramais e equipamentos que distribuem ou controlam o gás
do ponto ou pontos de suprimento locais (usualmente as City Gates)
até e inclusive os medidores dos consumidores.
Sistema
de distribuição de alta pressão: sistema
de gasodutos de distribuição que opera a pressão
maior do que a padrão de abastecimento do consumidor. Em
tal sistema é exigida a instalação de um
regulador em cada ramal para controlar a pressão de abastecimento
do consumidor.
Sistema
de suprimento de ar de combustão: sistema de suprimento
de gás e geralmente sistema de proteção de
controle de chama.
Take-or-Pay:
cláusula contratual na qual o comprador assume a obrigação
de pagar por uma certa quantidade de gás contratada, independente
de retirá-la.
Tanque
estacionário: vasos de formato cilíndrico pressurizados,
usados para armazenar grandes quantidades de gás liquefeito
de petróleo (GLP).
Telemetria:
transmissão para um ponto distante, para registro ou demonstração
de informações relativas ao estado do sistema do
qual é derivado.
Temperatura
ambiente: temperatura do ar no meio circulante a uma estrutura
ou um equipamento.
Termia:
unidade empregada na indústria de gás para descreverem
termos de quantidade de energia.
Terminal:
peça a ser colocada na extremidade exterior da chaminé
primária, destinada a impedir a entrada de água
de chuva e minimizar os efeitos dos ventos na seção
de saída da chaminé. Instalação de
despacho ou recebimento de gás natural liquefeito (GNL).
Terminal
tipo T: acabamento correto das chaminés de aquecedores.
Termodinâmica:
parte da física que investiga os processos de transformação
d energia e o comportamento dos sistemas nesses processos.
Teste
de estanqueidade: teste, geralmente feito em baixos níveis
de pressão para demonstrar se um sistema de tubulação
não apresenta vazamentos.
Tiragem:
fluxo de gases ou ar através de chaminé, conduta
ou equipamento, provocado por diferenças de pressão
ou da densidade.
Tiragem
forçada ou induzida: fluxo de tiragem onde o deslocamento
dos produtos da combustão é feito através
de dispositivo mecânico usualmente ventiladores.
Tiragem natural: tipo de tiragem onde o deslocamento dos produtos
da combustão é feito através da conversão
natural.
Tomada
de pressão: tubo que transmite a pressão do
gás de um ponto onde deva ser controlada ao atuador do
regulador, manômetro ou outro dispositivo.
Transformação
e conversão de energia: embora muitas vezes utilizados
de forma equivalente, a rigor, a transformação se
aplica à produção de energia sem mudança
do estado físico da fonte geradora, mudança essa
que ocorre no caso da conversão.
Tratamento
ou Processamento de Gás Natural: conjunto de operações
destinadas a permitir o seu transporte, distribuição
e utilização.
Trocador
de calor (heat exchange): equipamento destinado à transferência
de calor de fluido em movimento para outro, sem contato direto
entre ambos. Existem dois tipos; contínuos e descontínuos
ou de batelada.
Tubo
camisa: Tubo, no interior do qual a tubulação
é montada, cuja finalidade é proteger a rede de
distribuição em locais com riscos de impactos mecânicos,
tais como cruzamentos, travessias, etc.
Tubo
flexível: usado para ligar um aparelho de queima a
outro tubo rígido de alimentação de gás.
Tubo
rígido: tubo que durante a construção
de tubulações não pode ser dobrado ou curvado.
Tubo
sem costura: tubo fabricado sem junta soldada e normalmente
feito por extrusão.
Tubo
semi-rígido: tubo que durante a construção
de tubulações, pode ser dobrado ou curvado, desde
que a temperatura seja adequada e dentro dos limites estabelecidos
pelas respectivas normas técnicas de sua fabricação.
Turbina
a gás: turbina propulsionada pela combustão
de uma mistura comprimida de ar e gás natural, usada na
geração de energia elétrica.
UPGN:
Unidade de Processamento de gás natural, instalada com
a finalidade de remover GLP, gasolina e outros líquidos
de valor comercial presentes no gás natural bruto.
Vala:
nome dado às escavações longas e estreitas
executadas no solo para a colocação das tubulações
de gás.
Válvula
de alívio: dispositivo que permite reduzir a pressão
interna da instalação, através da liberação
direta de gás para o exterior, quando se atinge um valor
pré-determinado.
Válvula
de Bloqueio Intermediária: Dispositivo que restringe,
total ou parcialmente, o fluxo de gás e é instalado
ao longo da rede de distribuição.
Válvula
de medidor: dispositivo de corte situado o mais próximo
possível da entrada do medidor de gás.
Válvula
de prumada coletiva: dispositivo de corte que permite interromper
a passagem de gás no trecho da instalação
comunitária, que abastece vários consumidores.
Válvula
de ramal: dispositivo de corte mais próximo ou no limite
da propriedade, acessível pelo exterior da propriedade
e identificável, que pode interromper a passagem total
gás para o consumidor.
Válvula
de segurança: válvula instalada na calçada.
É o mesmo que válvula de ramal. Em casos de emergência
é fechada imediatamente.
Vaporização:
passagem do estado líquido para o estado gasoso.
Vazão
nominal: é a vazão volumétrica máxima
do gás que pode ser consumida por um aparelho de utilização.
Ventilação
permanente: é um dos principais itens de segurança
para ambientes que contenham aparelhos a gás. Existem vários
modos de se obter ventilação permanente: janelas
com báculas fixas, portas com grades de ventilação
e outros.
Volátil:
líquido que, nas condições ambientes, se
torna gasoso.
Fonte:
COMPAGAS