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O saldo atual de R$ 55 milhões a débito da empresa e favorável aos consumidores paulistas foi abatido nos cálculos reduzindo consequentemente o lucro. A antecipação do formato foi decisão da companhia, de maneira a familiarizar o mercado com as novas normas, explicou Roberto Lage, diretor de Finanças e Relações com os Investidores.
Prevendo significativas oscilações futuras em relação a esse fator, já que está atrelado diretamente a reajustes e revisões tarifárias, a empresa discute com o agente regulador a possibilidade da adoção de um mecanismo como forma de equalizar os impactos. “Já houve reuniões e a Arsesp trabalha num gatilho, mas isso terá que ir a consulta e audiência públicas”, antecipa o diretor de Assuntos Regulatórios e Institucionais, Carlos Eduardo Freitas Brescia.
Pelas normas do IFRS, a Comgás, como concessionária de serviço público, também deixa de ter ativo fixo e passar a ter um ativo intangível, ou seja, um direito de explorar os ativos. Mas na medida em que o sistema é ampliado ou renovado a contabilidade permitirá agora que seja reconhecida uma receita e um custo na construção das redes. Receitas e custos de gás vão aumentar proporcionalmente para que não haja diferença na margem total.
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