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Com capacidade de 5 milhões de m³/dia e 93 km de extensão, o Paulínia-Jacutinga é o primeiro gasoduto para atendimento ao mercado de gás natural de Minas Gerais depois da entrada em operação do Gasbel I, em 1994. Em maio, a malha de transporte que atende o estado ganhará novo reforço com a operação do Gasbel II, de 267 km e com capacidade de outros 5 milhões de m³/d. Para aproveitar essa “tsunami” do energético em território mineiro, a Gasmig faz investimentos que chegam a R$ 1 bilhão para dobrar sua rede de distribuição, alcançando 813 km de extensão até o fim deste ano.
A Gasmig acabou de construir uma rede de 110 km no sul do estado, ligando Jacutinga – onde a Petrobras instalou um ponto de entrega de 1,25 milhão de m³/d – a Poços de Caldas. Foram investidos cerca de R$ 150 milhões para atender novos clientes, como a Alcoa e a Curimbaba, de mineração de bauxita, e antigos, como indústrias de cerâmica branca e vidros que já eram clientes por meio de fornecimento de GNC. Atualmente a distribuidora estuda um projeto para levar gás a residências e à rede hoteleira de Poços de Caldas.
A corrida da Gasmig se justifica. Com os dois novos gasodutos, a Petrobras vai ampliar em quatro vezes a capacidade de transporte de gás para o estado, que passará de 3,2 milhões de m³/d para 13,2 milhões de m³/d. Se todo esse volume for aproveitado, Minas Gerais toma o segundo lugar do Rio de Janeiro no ranking nacional de vendas do energético. E a concessionária mineira irá ameaçar a liderança da paulista Comgás, hoje a maior distribuidora de gás canalizado do país, com vendas em torno de 12,5 milhões de m³ diários.
Hoje Minas Gerais é o quinto maior estado consumidor de gás natural do país, atrás de São Paulo, Rio, Bahia e Espírito Santo, e há tempos padece com a falta de oferta do energético. Seu principal segmento de consumo é a indústria, responsável por cerca de 90% da demanda, seguida pelos setores automotivo e comercial.
Vale do Aço
No Vale do Aço, que será beneficiado pelo Gasbel II, a Gasmig está investindo aproximadamente R$ 700 milhões num gasoduto de 280 km, que ficará pronto até o fim deste semestre. Com ele a distribuidora pretende atender, entre outros municípios, Ouro Preto, João Monlevade, Timóteo, Ipatinga e Belo Oriente. Até o momento os principais clientes são a ArcelorMittal, a Usiminas e a Cenibra.
A primeira etapa dessa obra (São Brás do Suaçuí-Ouro Branco) foi concluída em 2006 e atende, entre outras empresas, a Gerdau Açominas. E recentemente foi iniciada a operação de um ramal de 33 km ligando Brumadinho a Nova Lima, para o atendimento a uma unidade de pelotização de minério de ferro da Vale. Até o final do semestre serão distribuídos cerca de 300 mil m³/d somente nesse ramal.
Outro ramal, ainda em construção, vai atender a siderúrgica Vallourec Sumitomo, em implantação no município de Jeceaba. A Gasmig acredita que esse duto deverá ficar pronto também até o fim do semestre. O ramal é pequeno, apenas 6 km de extensão, mas fornecerá à Vallourec cerca de 180 mil m³ diários.
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