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A OGX será a empresa privada a perfurar mais poços exploratórios ao longo de 2010. A petroleira planeja nada menos que 26 poços em águas rasas das bacias de Campos e Santos, o que consumirá investimentos da ordem de US$ 1,45 bilhão, quatro vezes os US$ 350 milhões desembolsados pela companhia em 2009 com a atividade offshore.
O foco principal da campanha será voltado à confirmação das várias descobertas anunciadas nos blocos da parte sul da Bacia de Campos – mais precisamente, nas áreas BM-C-41, BM-C-42 e BM-C-43 – e, é claro, à busca de novos reservatórios.
Dos poços programados, 17 serão feitos em Campos e nove em Santos. Além do mapeamento das descobertas, a campanha em Campos contemplará o início dos trabalhos de perfuração nos blocos BM-C-39 e BM-C-40, na parte norte da bacia.
De acordo com Paulo Mendonça, diretor de E&P da OGX, os trabalhos exploratórios da petroleira até o momento foram concentrados nas províncias carbonáticas, embora as descobertas do BM-C-42 e do BM-C-43, com os poços OGX-4 e OGX-1, respectivamente, tenham comprovado a existência de reservatórios terciários.
Com o deslocamento para os blocos do norte, a petroleira direcionará suas pesquisas aos ambientes terciários, mastrictianos e também carbonáticos. “O ambiente agora será diferente. Tivemos sucesso de fato na parte sul de Campos, onde detectamos uma senhora província de petróleo. Agora vamos ver como respondem os dois blocos da parte norte”, declara Mendonça.
Pelo cronograma da companhia, a campanha da parte norte será iniciada em junho, possivelmente pela sonda Ocean Lexington.
Já a campanha de perfuração em Santos está programada para começar no fim deste mês. Duas unidades devem ficar dedicadas aos blocos da área. A primeira sonda a atuar será a Ocean Star, e, posteriormente, a Ocean Quest. As sete perfurações de Santos serão feitas nos blocos BM-S-56, BM-S-57, BM-S-58 e BM-S-59. O primeiro poço da campanha será no BM-S-59, vizinho ao campo de Mexilhão.
Reservas ainda em 2010
Uma das metas da OGX para 2010 é assegurar a incorporação de suas primeiras reservas provadas de petróleo. De olho nisso e no compromisso de iniciar a primeira produção da área sul em 2011, a empresa vem testando suas descobertas desde janeiro.
Os primeiros resultados indicaram a presença de óleo leve e pesado, com API variando de 20º a mais de 30º. Análises feitas até meados de fevereiro indicavam um volume potencial de óleo entre 2,13 bilhões e 4,69 bilhões de barris de óleo equivalente (BOE), o que não inclui os números do poço OGX-5, perfurado no BM-C-43.
Na avaliação de Mendonça, os resultados alcançados até o momento refletem o forte trabalho de equipe, o que permitiu que alguns poços comprovassem a presença de óleo em mais de cinco intervalos. “Os números são resultado do conhecimento das bacias, da tecnologia usada e da coragem do acionista majoritário de assumir riscos”, diz.
Frota de peso
Atualmente a OGX mantém a maior frota de sondas do país, atrás apenas da Petrobras. Ao todo a companhia conta com cinco unidades de perfuração em carteira – Ocean Ambassador, Ocean Lexington, Ocean Quest, Ocean Star e Sea Explorer, afretadas da Diamond e da Pride.
Três sondas – Ocean Ambassador, Ocean Quest e Sea Explorer – operam neste momento em Campos. A Ocean Lexington e a Ocean Star chegaram recentemente ao Brasil e aguardavam o processo de liberação pelas autoridades brasileiras para iniciar suas campanhas. A frota será reforçada com a contratação de uma jack-up para atuar na Bacia do Pará-Maranhão, mas isso só deverá ocorrer em 2011.
As unidades de perfuração ficarão em operação para a petroleira por mais dois a três anos.
No ano passado, a OGX perfurou, como operadora, cinco poços, todos em Campos, nos blocos BM-C-41, BM-C-42 e BM-C-43, além de um sexto poço perfurado no bloco BM-S-29, operado pela Maersk. Também foram coletados cerca de 5 mil km² de dados sísmicos nas bacias do Espírito Santo, Pará-Maranhão e Campos
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