| Hermes Chipp destaca que retirada de 1 mil MW de térmicas no Nordeste elevou projeção do submercado de 20% para 45%
O diretor geral do ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico, Hermes Chipp, disse em início de julho que a geração térmica a gás natural da ordem de 3 mil MW autorizada pelo ONS se deve a questões de estoque e segurança. Conforme havia sido noticiado em junho, os níveis dos reservatórios dos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste atingiram em maio e junho o menor nível de estocagem dos últimos sete anos.
Segundo ele, a complementação tem como foco o estoque para novembro, a fim de atender o nível meta de 45% no Nordeste e de 39% no SE/CO. Em outras palavras, Chipp explicou que as térmicas estão acionadas para evitar que os níveis dos reservatórios não diminuam tanto até o início do período úmido, garantindo assim, o abastecimento em 2011.
"O nível dos reservatórios está um pouco menor do que estava, e para atender a esse nível de segurança estamos com térmicas ligadas", disse Chipp, após participar do Fórum Estruturação de Projetos Eólicos para os Leilões de Reserva e A-3, no Rio de Janeiro.
Apesar desta operação termelétrica, Chipp ressaltou que não há previsão de aumento do despacho complementar, já que não há, no curto prazo, previsões que indiquem redução nas afluências. "Por enquanto, a operação não deve mudar", afirmou, acrescentando que a quantidade de geração térmica demandada não deve ser alterada mesmo que o quadro hidrológico seja de poucas chuvas.
Segundo ele, o nível de despacho atende ao nível meta programado. Chipp salientou que mesmo na ocorrência do pior cenário de escassez do histórico, entre janeiro e abril, há condições de se atender à demanda, exatamente por conta das medidas adotadas no momento. O diretor geral do ONS lembrou que inicialmente os níveis meta para o Nordeste eram de 20%, mas passaram a ser de 45% com a revisão da curva de aversão ao risco da região, por conta da exclusão de seis termelétricas movidas a óleo combustível que seriam instaladas na Bahia, mas que foram retiradas da programação. Elas somam pouco mais de 1 mil MW.
Fonte: Carolina Medeiros, Newsletter Canal Energia, julho/10
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