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  GD - Artigos
  Autor/Fonte: Revista Elo, agosto-setembro/08.
  Data: 09/10/2008

    Biogás gera eletricidade e créditos de carbono a partir do lixo


Daria para abastecer um município do porte de Florianópolis, capital de Santa Catarina, com cerca de 400 mil habitantes (pelos dados do IBGE de 2007). Desde janeiro, funciona em São Paulo a segunda usina de geração de energia a partir do gás emitido pelo lixo em decomposição. Modelo no Brasil na exploração de energia a partir do lixo, a Usina São João, localizada no aterro São João, na Zona Leste da capital paulista, é o novo empreendimento da Biogás-São João Energia Ambiental S.A.



Localizado na Zona Leste de São Paulo, o Aterro São João fornecerá o gás metano para a usina durante 15 anos

Só a capacidade de produção da Usina São João chega a cerca de 200 mil MW/h de energia por ano. A Biogás opera também outra termelétrica semelhante em São Paulo, no Aterro Bandeirantes, e construirá, em breve, uma terceira unidade no aterro de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias (RJ). Além da potência energética, a unidade São João também produz sem prejuízos ao meio ambiente. Trata-se de um dos cinco maiores projetos do mundo de controle de gases que causam o efeito estufa a partir do reaproveitamento do lixo. O sistema é um dos reconhecidos pela ONU como mecanismo de desenvolvimento limpo e validado pela DNV (Det Norske Veritas).

Não é algo novo para a Biogás, que em janeiro de 2004 já implantara em Perús, na Grande São Paulo, a Usina Bandeirantes, a primeira movida a biogás oriundo de um aterro sanitário, capaz de produzir cerca de 170 mil MW/h por ano, com 24 unidades geradoras. Juntas, as produções das Usinas São João e Bandeirantes colocam São Paulo na vanguarda mundial da geração de energia através de bioeletricidade.

Montanha de Lixo – O Aterro São João, em operação durante 15 anos, possui 82,4 hectares de área, dos quais 50 hectares (60,68%) servia como depósito para o lixo produzido pela cidade. Ao fim de sua operação total, em outubro de 2007, o local recebia, em média, 5.812 toneladas de resíduos por dia e gerava 1.800m³ de líquido percolado (chorume). Durante sua vida útil, foram depositados no aterro 28 milhões de toneladas de resíduos, que formaram uma montanha de lixo de aproximadamente 150m de altura.



Os 16 grupos geradores CAT foram instalados em duas seções na planta termelétrica da Biogás-São João Energia Ambiental, na Zona Leste da capital paulista

O projeto da usina foi desenvolvido pela Biogás-São João Energia Ambiental, concessionária da exploração dos dois aterros sanitários. Entre os acionistas da empresa, figuram a Arcadis Logos Engenharia, a Heleno & Fonseca Construtécnica S.A. e a holandesa Van der View. “Investimos R$ 85,5 milhões no empreendimento e a expectativa é que sejam gerados 800 mil t/ano de créditos de carbono, volume bem próximo ao negociado no primeiro leilão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), no fim de setembro de 2007”, detalha Manoel A. Antonio Avelino da Silva, diretor da Arcadis Logos Engenharia.

A planta funciona 24h por dia, quase ininterruptamente, pois a usina só pára uma vez por ano, quando é feita a manutenção dos grupos geradores Caterpillar instalados. Trinta e cinco pessoas trabalham na usina termelétrica, sendo 15 técnicos na operação e monitoramento, 12 na coleta de gás e mais oito na área administrativa da unidade.

Captação de Gás – A transformação do metano que compõe o biogás resultante da decomposição do lixo orgânico depositado no aterro em energia contempla várias fases. A primeira é a de captação do gás emitido pelo aterro. No local, são produzidos 15 mil m3 de gás por hora, com metano em 50% de sua composição. Em média, cada tonelada de resíduo depositado em aterros sanitários gera 200m3 de biogás.

O gás metano extraído do aterro sanitário serve como combustível ecologicamente correto para a produção de energia elétrica de 16 grupos geradores G3520C Caterpillar, fornecidos, instalados e com manutenção sob responsabilidade da Sotreq

A geração do biogás começa alguns meses após o início do aterramento dos resíduos – o que, no caso do São João, foi concluído em outubro de 2007 e continuará até 15 anos após o encerramento da unidade. A percentagem de metano presente no biogás do aterro gira entre 45 e 65% e a vazão do material varia nos diferentes drenos.

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