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  GNV - Artigos
  Autor/Fonte: Folha do GNV, Março de 2003
  Data: 02/02/2004

    Reteste de cilindros - a segurança para o usuário


A atuação das empresas dentro do segmento

Todo cilindro de alta pressão deve ser verificado segundo a sua norma de fabricação. A norma determina o tipo de ensaio que deve ser realizado e a sua periodicidade. No caso especifico dos cilindros para uso de GNV fabricados de acordo com a norma ISO 4705, utilizados em praticamente todos os veículos no Brasil, o reteste deve ser realizado de 5 em 5 anos, informa Cláudio Torelli, da empresa de reteste de cilindros, Cata.

O Cata atua há cerca de 8 anos no segmento de segurança veicular, Cláudio Torelli está no mercado automotivo há mais de 25 anos e diz ter iniciado no setor do GNV desde o seu começo no Brasil. "Devido à complexidade e o comprometimento com a qualidade do serviço prestado que a atividade de reteste exige, começamos estudos técnicos em 2000 e iniciamos comercialmente em 2002, reconhecidos pelo Inmetro e certificados com a ISO 9002", relata o diretor.

"O reteste é um conjunto de verificações realizadas no cilindro com o objetivo de verificar sua capacidade de armazenamento e segurança. São vários os itens verificados, como: rosca do cilindro, integridade do corpo de cilindro e prova hidráulica, quando o cilindro é submetido a uma pressão 50% maior em relação àquela utilizada no abastecimento de GNV", diz o diretor do Cata, que conta ainda ser importante para a realização do reteste a necessária retirada da válvula do cilindro, condição que exige mão de obra especializada somente encontrada em oficinas de instalação homologadas pelo Inmetro.

Para a GasControl, outra empresa de reteste, fundada em 1997 (tendo realizado mais de 20 mil inspeções e ensaios), de acordo com o diretor, Luiz Amaral, e com uma carteira de clientes como Petrobrás, Ambev, Gazcar etc., a segurança é o fator principal.

Atualmente, segundo Luiz Amaral, os procedimentos de requalificação contemplam somente cilindros de GNV fabricados pela norma ISO4705D, e compreendem basicamente Inspeção visual (externa e interna), ensaio hidrostático, remarcação, pintura, emissão do Relatório de Inspeção pela Requalificadora, e fixação (na calota) do Selo de Requalificação/Inmetro. Luiz diz que no caso de condenação, o cilindro deve ser inutilizado por métodos que o descaracterizem como recipiente para acondicionamento de gases sob pressão.

Como proceder

O proprietário do veiculo movido a GNV cujo cilindro necessita de reteste, deve dirigir-se a uma oficina convertedora homologada pelo Inmetro e solicitar que a oficina remova o cilindro e o envie para uma empresa de reteste. O preço do reteste varia de acordo com o tamanho do cilindro, podendo chegar até R$130,00. "Lembramos que nesse preço "não está inclusa a mão de obra de remoção e reinstalação do cilindro cobrada pela oficina convertedora", adverte Cláudio Torelli.

Guilherme Augusto de Castro , diretor da Cyltest, adverte que "É necessário enfatizar que cinco anos é o tempo máximo permitido pela legislação brasileira, caso o cilindro tenha tido uso regular durante este período, ou seja, não tenha se envolvido em acidentes ou incêndio. O cliente deve levar seu carro a uma convertedora ou retestadora autorizada pelo Inmetro, para que realize a remoção do cilindro de maneira apropriada, nunca tentando ele mesmo remover o cilindro".

"A forma e o material utilizado na fabricação de cilindros de alta pressão são os mesmos há muito tempo. Ao longo dos anos os cilindros construídos a partir de tubos de aço sem costura tiveram uma substancial redução de peso, minimizando o efeito do uso contínuo nos veículos. A partir da segunda metade da década de 80, surgiram os cilindros de composite destinados ao uso de GNV. São cilindros extremamente leves quando comparados com os utilizados atualmente. O seu uso ainda é restrito, em função do preço proibitivo para os padrões do consumidor brasileiro", comenta Claudio, da Cata.

O responsável técnico da Retesta Indú

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