GasNet - O Site do Gás Natural e GNV    
Distribuição Produção Legislação Termelétricas GD - Geração Distribuída Novas Tecnologias Cursos & Eventos Instituições

Tenha o GasNet no seu celular

Disponível para iPhone na AppStore

Disponível para Android na GooglePlay

 
 
10ª edição Brasil Offshore | "Brasil Offshore – A ...
(25/6/2019 - 28/6/2019)
Centro de Convenções Roberto Marinho, Macaé (RJ)
FGuaraná Comunicação Estratégica
Horário: terça a sexta-feira, das 14h às 21h

 
 
Atena Engenharia Leia as histórias do Netinho (nosso mascote) Acesse a nossa seção e saiba tudo sobre GNV Leia as histórias do Netinho (nosso mascote)
  Geral - Atualidades
  Autor/Fonte: Fabíola Moura e Sabrina Vale
  Data: 30/05/2019

    Grandes petrolíferas puxam retomada do setor imobiliário do Rio


São crescentes os sinais de que o pior já passou para o Rio de Janeiro, pelo menos em imóveis comerciais.

A taxa de ocupação de escritórios no Rio deve apresentar uma leve alta pelo segundo ano consecutivo, um sinal de recuperação depois do escândalo de corrupção que abalou a indústria petrolífera, também afetada pela queda de preços, segundo a CBRE, que monitora preços de aluguéis comerciais com base em seu banco de dados próprio.

Há uma demanda crescente por escritórios de alto padrão no centro do Rio devido à recuperação dos preços do petróleo e aos programas da Petrobras para a venda de ativos e para fechar parcerias com grandes empresas globais. O megaleilão marcado para outubro deve atrair empresas como Exxon Mobil, Royal Dutch Shell e Chevron, o que leva a uma rápida melhora das perspectivas para o setor.

Esperamos um ano muito positivo, disse Walter Cardoso, presidente da CBRE no Brasil, em entrevista no escritório da Bloomberg, em São Paulo. Tem muita coisa acontecendo nos mercados de petróleo e gás.

Já se vê uma movimentação ​​nos prédios comerciais mais modernos do Rio. A Shell - uma das vencedoras das recentes licenças de exploração - está se mudando para o Ventura Corporate Towers, em frente à sede da Petrobras. A Shell vai ocupar oito andares – na antiga sede, eram apenas três - no prédio localizado no centro do Rio, onde a Schlumberger e a Baker Hughes também têm escritórios.

A Petronas, da Malásia, também expandiu suas operações no Brasil ao comprar participações em dois campos de petróleo da Petrobras.

Depois da Copa do Mundo de 2014 e pouco antes das Olimpíadas de 2016, o estado do Rio de Janeiro declarou estado de calamidade financeira e começou a atrasar os salários de funcionários públicos. O Exército foi chamado para intervir na segurança pública com o objetivo de conter a onda de violência e a alta taxa de homicídios.

A taxa de ocupação líquida nos escritórios do Rio caiu por quatro anos consecutivos a partir de 2014. Grandes empresas como a Petrobras e a operadora de telecomunicações Oi foram forçadas a cortar custos e reestruturar operações, enquanto outras petrolíferas estavam em compasso de espera após anos sem novas licenças de exploração. As principais empresas de serviços petrolíferos, como a Schlumberger, reduziram a presença no mercado com a queda dos investimentos.

Todos esses fatores negativos, combinados com a entrega de novos prédios, levaram a uma taxa de vacância de 27% no mercado imobiliário comercial do Rio em 2017, uma alta recorde, segundo a CBRE. A taxa mostrou leve queda em 2018 e permaneceu estável no primeiro trimestre de 2019, mas deve continuar caindo, disse Cardoso. Em 2012, o nível de vacância era de apenas 3%, acrescentou.

Ainda assim, a violência, a pobreza e a crise fiscal continuam a afligir o Rio, levando algumas empresas a transferirem sua sede para São Paulo. A Petrobras continua a reduzir as equipes de alguns escritórios no centro para concentrar suas operações no Edise (edifício-sede).

Entre 2017 e 2018, o governo arrecadou R$ 28 bilhões com licenças de exploração leiloadas para cerca de 20 empresas. Um número recorde de rodadas marcou o mandato do ex-presidente Michel Temer, que flexibilizou as regras do setor para atrair petrolíferas globais. O presidente Jair Bolsonaro deu continuidade ao programa com outras três rodadas previstas para 2019.

Com os leilões, o Brasil ultrapassou o México e a Venezuela e se tornou o maior produtor de petróleo da América Latina. A ANP espera que as últimas rodadas ajudem o Brasil a triplicar a produção de petróleo, para 7,5 milhões de barris por dia em 2030, já que os campos levam anos para atingir o potencial de produção.

Os royalties da exploração dos poços de petróleo leiloados também devem ajudar o estado do Rio a equilibrar as contas, disse Cardoso. A receita fiscal obtida com as licenças deve aumentar de R$ 60 bilhões em 2018 para R$ 300 bilhões em 2030, segundo dados da ANP. Uma grande parte dessa receita vai ficar no Rio, estado que historicamente concentra a maior parte da produção do país e onde as grandes petrolíferas já estão instaladas.

O Brasil subiu para um novo nível depois dessas rodadas, disse o diretor-geral da ANP, Decio Oddone, em entrevista. A receita atual é pequena em comparação com o que ainda está por vir

 

Fonte: Bloomberg / Sindicomb Notícias ( 15/05/2019)

Compartilhe este texto com seus amigos:
 



  Gasodutos
  Cogeração
  GNC

Informa Group

  CopyRight © GasNet - 2013