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  Geral - Atualidades
  Autor/Fonte: Editorial
  Data: 16/05/2019

    Em crise, Pemex se torna fator de alto risco à estabilidade do México


 Petroleira, que possui dívida superior a US$ 100 bilhões, reduziu em 28% a sua produção

 
Andrés Manuel López Obrador completou cinco meses à frente do governo do México à procura de solução para um grave problema: a estatal Pemex, maior empresa mexicana e principal contribuinte do Tesouro, se tornou um fator de alto risco para a estabilidade econômica do país.

A Pemex possui uma dívida superior a US$ 100 bilhões e reduziu em 28% a sua produção de petróleo. Há seis anos, era de 2,5 milhões de barris diários, agora tenta evitar o declínio além de 1,6 milhão de barris/dia.

Os títulos da empresa estão com classificação equivalente a um degrau acima do patamar que operadores do mercado de capitais consideram lixo. Se qualquer agência de avaliação de risco resolver rebaixá-los, o movimento pode acabar deixando o México exposto a turbulências financeiras.

O presidente reagiu. Anunciou o fim do processo de endividamento crescente e prometeu subsídios fiscais de até US$ 750 milhões aos fornecedores que renegociarem contratos até meados do próximo ano. Nos próximos 36 meses, a empresa precisa pagar dívidas de cerca de US$ 35 bilhões. Mantida a situação atual, no melhor cenário López Obrador passaria a primeira metade do seu mandato gerenciando o guichê de pagamentos da Pemex. O Fundo Monetário Internacional ressalta que, até aqui, têm sido frágeis os resultados dos esforços para resgatar a Pemex.

O drama da petroleira mexicana é como resolver a equação financeira do vencimento de débitos e os investimentos necessários para recuperar sua capacidade produção e de refino de petróleo, estimados em US$ 23 bilhões na média do últimos seis anos. Esse valor equivale a 26% das receitas e é praticamente igual ao que ela aporta anualmente ao Tesouro do México, sob a forma de tributos.

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Monopolista no mercado mexicano de petróleo, a empresa estatal necessita desesperadamente de capital. A única alternativa disponível ao governo, no momento, é o investimento privado, mas o presidente reluta, mantendo-se fiel à proposta nacionalista e estatizante com que conduziu a sua vitoriosa campanha eleitoral.

Outro problema, indicam empresas de análise como a Torino Capital, é a indisposição e até preconceito do presidente com a burocracia da empresa. López Obrador decidiu colocar políticos aliados, sem experiência setorial, no controle de áreas-chave da Pemex. Se examinar a experiência recente em um país vizinho do Sul, talvez chegue à conclusão de que o intervencionismo não é o melhor caminho. Lições do caso Petrobras podem lhe ser úteis na tentativa de salvação da Pemex.


Fonte: O Globo (13/05/2019)
 
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