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  GNL - Artigos
  Autor/Fonte: Brasil Energia
  Data: 26/02/2019

    Porto do Açu terá primeiro terminal GNL de uso privado


 

 

Local tem capacidade para regaseificar até 21 milhões de m³/dia de gás

O terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) do Porto do Açu será o primeiro terminal de uso privado desse tipo no Brasil. No dia 18 de fevereiro de 2019, foi assinado o contrato de adesão para a exploração do local entre o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e o diretor-presidente da Gás Natural Açu (GNA), Bernardo Perseke.

O terminal terá uma capacidade para regaseificar até 21 milhões de m³/dia de GNL, com a atracação a FSRU BW Magna, que será usada para a termelétrica do Açu e outros projetos na região.

Os investimentos no complexo termelétrico serão divididos em duas etapas, totalizando R$ 16 bilhões. A primeira fase, que consiste na implementação das termelétricas GNA I e II e Terminal GNL, terá R$ 8 bilhões e vai até 2023. A segunda, que compreende a construção das térmicas GNA III e IV e terminal onshore de regaseificação, receberá mais R$ 8,5 bilhões e terá início a partir de 2021.

Projetos

Há outros terminais de GNL em andamento no país. A EPE mapeou 15 projetos no Brasil, o que dá uma capacidade total de regaseificação de 153 milhões de m³/dia.

Barra dos Coqueiros, em Sergipe, é um desses projetos. O terminal obteve em junho do ano passado autorização para a atracação da FSRU Golar Nanook, que fará a regaseificação de até 14 milhões de m³/dia.

Em Santa Catarina, está à espera de licenciamento o Terminal Gás Sul, em São Francisco do Sul, que terá capacidade para regaseificar até 15 milhões de m³/dia e representa investimento de US$ 120 milhões. A Golar Power é responsável por esse projeto e também tenta viabilizar um terminal em Barcarena, no Pará.

O projeto Paraense poderia, além de suprir gás para geração termelétrica na região, ofertar ao mercado local uma solução em gás liquefeito chamado small scale, no qual o produto seria colocado em carretas, diretamente do terminal, e levado aos locais desprovidos de abastecimento por meio de uma rede de distribuição, semelhante ao gás natural comprimido (GNC).

Também no Pará há um segundo terminal, que está em estudo pelas empresas Porto Brasil Sul, RBE Comercializadora de Energia e Ponte Nova Energia Serviços (PNES), que assinaram, em novembro, um memorando de entendimento para construir um local de regaseificação no norte do estado e que seria atrelado a um projeto termelétrico.

 

Fonte: Brasil Energia / Abegás (21/02/2019)

 

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