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  Geral - Atualidades
  Autor/Fonte: MSGás Comunicação / Abegás
  Data: 09/02/2018

    Negociações para tratar do fornecimento de gás natural para a UFN3 avançam


Os bolivianos não se opuseram ao volume de gás natural demandado para o funcionamento da unidade de fertilizantes e pactuam assinar um termo de confidencialidade.

 

As negociações entre autoridades bolivianas, brasileiras e os interessados em adquirir a UFN3, unidade de fertilizantes da Petrobras localizada em Três Lagoas, avançaram. Em reuniões realizadas no início de fevereiro de 2018, nos dias 5 e 6, as autoridades bolivianas já concordaram com a assinatura de um termo de confidencialidade e um possível memorando de entendimentos, contemplando questões como preços do gás natural e comercialização da uréia.

De acordo com o diretor-presidente da Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul (MSGAS), Rudel Trindade, durante o encontro aconteceram intensos debates sobre o fornecimento de gás natural para viabilizar o funcionamento do empreendimento em Mato Grosso do Sul. Tivemos longas e minuciosas conversas sobre a proposta de empresas interessadas em solicitar o fornecimento de gás natural para a UFN3, a partir de 2021.  E o principal, a Bolívia não se opôs ao fornecimento demandado, explicou Trindade.

Outro ponto destacado pelo diretor-presidente da Companhia e que representou um avanço nas negociações foi o fato das autoridades bolivianas solicitarem uma visita a UFN3 o mais breve possível. Esse encontro teve uma particularidade, que foi uma preocupação demonstrada pela Bolívia em relação a uma possível competição de uréia no mercado de Mato Grosso do Sul, uma vez que os bolivianos já estão em negociação para exportar mais uréia para nosso País e que ampliaram a produção com a unidade de fertilizantes de Bulo Bulo. Diante disso, ficou evidente que há a intenção da parte deles bolivianos em uma associação com possíveis compradores das unidades de fertilizantes, explicitou.

Iniciada em 2011, a UFN3 foi paralisada em 2014 e já recebeu investimentos da ordem de R$ 4 bilhões. O empreendimento já foi 81% executado e foi colocado à venda em setembro de 2017. Para viabilizar o seu funcionamento, a Usina utilizará como matéria prima o gás natural, com um consumo estimado em 2,2 milhões m3/dia. Nesse encontro também foi negociado o fornecimento de gás natural para a Araucária Nitrogenados S.A (Ansa), outra unidade de fertilizantes subsidiária integral da Petrobras, instalada no Paraná.

Entre as determinações da reunião ficou estabelecido que o preço da molécula do gás natural será definido posteriormente e baseado em fórmulas semelhantes às que serão utilizadas nos contratos pós-2019.

UFN3: Potenciais compradores

Os empreendedores interessados em adquirir a unidade de fertilizantes demonstraram grande conhecimento no setor de fertilizantes durante o encontro. Detentores de fábrica de uréia, eles já comercializaram o produto no Brasil, através de distribuidores brasileiros. E segundo o diretor-presidente da MSGÁS, esses potenciais compradores da Unidade consideram que o mercado brasileiro de fertilizantes tem demanda mais do que suficiente para absorver a produção da UFN3, da Ansa e de Bulo Bulo.

Os bolivianos estimam que após 2021 e seguindo um cronograma a ser estabelecido, deverão ser abastecidos via GASBOL: a Ansa, com 1,7 milhões de m3/ dia e a UFN3, com 2,2 milhões m3/dia.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, viabilizar a obra da UFN3 é de suma importância para Mato Grosso do Sul. No documento de venda a Petrobras deixou claro que a compradora da UFN3 terá que se responsabilizar pelo fornecimento de gás natural. Para nós, além de ser de suma importância que a obra seja finalizada, é interessante que o gás continue sendo importado da Bolívia e é por isso estamos intermediando conversas entre os possíveis compradores, o país vizinho e a estatal brasileira, que precisa definir quanto vai importar de gás a partir de 2019, para que os próximos passos sejam dados, resumiu.

Fortalecimento das relações

Mato Grosso do Sul mantém bom entendimento com a Bolívia e vem estreitando ainda mais relações com o governo daquele país, com acordos de cooperação nas áreas de segurança, saúde e cultura. A expectativa agora e avançar nos pactos comerciais e de infraestrutura.

De acordo com o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, progredir nas discussões com a Bolívia só trará benefícios. Já temos outras agendas com a Bolívia e conseguir avançar nessa questão do gás natural sem dúvida é de grande valia para as relações internacionais, e principalmente para a infraestrutura de Mato Grosso do Sul, ponderou.

Para o governador Reinaldo Azambuja, o avanço nas negociações com a Bolívia é resultado da boa relação entre as partes. Além do gás natural ser vital para Mato Grosso do Sul, é de nosso grande interesse viabilizar da UFN3, que sem dúvida irá trazer um grande crescimento econômico para o Estado. Progredir nessas negociações só demonstra o bom relacionamento que temos com os nossos vizinhos, e que estamos no caminho para fortalecer ainda mais esse vínculo que vai render bons frutos em um futuro próximo, concluiu.

Participaram do encontro em Santa Cruz o vice-ministro de Hidrocarburos, Humberto Salinas, o vice-presidente nacional de Operações da YPFB, Gonzalo Saavedra, autoridades brasileiras e empreendedores.

 

Fonte: MSGÁS / Abegás Notícias (08/02/2018)

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