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  Geral - Entrevistas
  Entrevistado: Lino Cançado
  Data: 07/03/2017

    ENEVA planeja obter primeiro gás em campos do Maranhão ainda este ano


A Parnaíba Gás Natural se integrou à Eneva recentemente, com o objetivo de criar uma companhia integrada de energia com atuação em geração e óleo e gás. E a partir da união das empresas, novas metas estão sendo traçadas para o futuro. O vice-presidente de Exploração e Produção da Eneva, Lino Cançado, contou que os campos Gavião Caboclo e Gavião Azul, no Maranhão, deverão ter seu primeiro gás no final deste ano. O executivo também explicou que a empresa aplicou um novo modelo na bacia do Parnaíba, que possibilitou a produção em locais de difícil acesso. “A aplicação pioneira do modelo reservoir-to-wire na bacia do Parnaíba viabilizou a monetização de acumulações de gás em regiões remotas do onshore brasileiro, indicando o caminho a ser seguido na exploração de gás em terra no país“, afirmou. A  ideia é aplicar este modelo em novas oportunidades que podem surgir no futuro. Cançado ainda disse que a companhia dará início, neste ano, à aquisição sísmica nos blocos adquiridos na 13ª Rodada de Licitações.

Quais as perspectivas da Parnaíba Gás Natural após sua integração com a Eneva?

A integração da Eneva com a PGN, além das sinergias óbvias, deu a nova empresa o know-how de toda a cadeia para a geração de energia a partir do gás natural. Neste sentido, a companhia acredita que a experiência da Eneva em geração, somada à expertise da Parnaíba Gás Natural em exploração e produção, coloca a nova companhia em uma posição privilegiada para perseguir oportunidades de crescimento neste mercado. Cabe também ressaltar que já estamos 100% operacionais no Complexo do Parnaíba desde em julho de 2016, com o início da operação comercial da usina Parnaíba II e a ampliação da capacidade de produção de gás natural em mais de 70%.

 

Quais serão os principais objetivos a partir dessa integração?

A união das duas empresas foi estratégica para nos posicionarmos como uma companhia integrada de energia, mais forte para fazer frente à crescente demanda por gás natural e por geração de energia para o país.

Com a integração, a Eneva se torna a maior operadora privada de gás natural – com até 8,4 milhões m³ por dia de capacidade de produção – e a empresa com a terceira maior capacidade de geração térmica do país – com um parque de 2,2GW de capacidade instalada. Detém, ainda, conhecimento geológico importante sobre a bacia do Parnaíba, e opera modelo pioneiro reservoir-to-wire* – que consiste na geração térmica nas proximidades dos campos produtores de gás. A Eneva aposta nesse modelo, e continuará investindo na produção do gás natural em terra e na expansão do seu parque térmico a gás.

 

Fale um pouco sobre o modelo da reservoir-to-wire. Há expectativa de replicar este modelo para outras regiões?

A aplicação pioneira do modelo reservoir-to-wire na bacia do Parnaíba viabilizou a monetização de acumulações de gás em regiões remotas do onshore brasileiro, indicando o caminho a ser seguido na exploração de gás em terra no país, o qual não conta com uma rede de gasodutos nas potenciais bacias produtoras de gás.

A integração da PGN com a ENEVA consolida este sucesso, e concentra o conhecimento de toda a cadeia de produção em uma única empresa, o que permite um planejamento de investimentos muito mais robusto, colocando a ENEVA em uma posição privilegiada para replicar o modelo em outra oportunidades no onshore brasileiro.

Vale dizer, também, que a partir do acesso à reservas de gás natural para geração de energia, nos diferenciamos dos demais competidores não-integrados e atendemos à crescente necessidade brasileira por novas fontes mais limpas de energia térmica. O gás não-associado onshore é mais competitivo em termos de custo de descoberta, desenvolvimento e produção por metro cúbico, resultando na geração de energia com custos mais atrativos para o sistema elétrico brasileiro. O modelo reservoir-to-wire pode ser replicado na bacia do Parnaíba, assim como em outras bacias terrestres com potencial para exploração e produção de gás natural e linhas de transmissão em sua proximidade.

A Eneva aposta nesse modelo, e continuará investindo na produção do gás natural em terra e na expansão do seu parque térmico a gás.

 

Quais são os principais projetos da PGN atualmente?

Atualmente, no âmbito do óleo e gás, a Eneva tem três campos em produção: Gavião Real, Gavião Branco e Gavião Vermelho; e quatro campos em desenvolvimento: Gavião Caboclo, Gavião Preto, Gavião Branco Norte e Gavião Azul. Além disso, há oito (Planos de Avaliação de Descoberta) PADs em andamento, e sete blocos exploratórios adquiridos na 13ª Rodada de Licitações.

 

E quais são os próximos projetos?

Neste momento a companhia está desenvolvendo os campos de Gavião Caboclo e Gavião Azul, ambos com primeiro gás previsto para o final do ano.

 

Quais são os planos de crescimento da empresa no médio e longo prazo?

Alavancar o conhecimento completo do modelo reservoir-to-wire, na bacia do Parnaíba e em outras oportunidades que podem se materializar no onshore brasileiro. Da mesma forma, as unidades de negócio de Geração e de exploração e produção da Eneva continuarão a avaliar oportunidades de crescimento em suas respectivas áreas de atuação.

 

A empresa estuda nova aquisições de campos produtores?

A companhia está sempre avaliando novas oportunidades de negócios.

 

Qual será o foco de investimentos para 2017 e para os próximos anos?

Para 2017 vamos continuar desenvolvendo os campos de Gavião Caboclo e Gavião Azul e dar início à aquisição sísmica nos blocos adquiridos na 13ª Rodada de Licitações. Para os próximos anos, o desenvolvimento de novos campos seguirá de acordo com a necessidade de gás ditada pelo despacho termoelétrico. Este planejamento integrado é uma das vantagens a ressaltar da integração da Eneva com a PGN.

 

Como o senhor avalia o momento atual do mercado nacional de óleo e gás? Quais são as perspectivas da empresa?

O momento atual do mercado nacional de óleo e gás é marcado por três mudanças importantes, a dizer: A estabilização do preço do barril de petróleo em um nível inferior ao valor observado nos anos anteriores a 2015; a mudança da matriz energética brasileira, requerendo maior participação das fontes térmicas e em particular com aumento da demanda por térmicas a gás natural; e o programa de desinvestimento da Petrobras, associado a uma política estratégica e à mudanças regulatórias, podem propiciar oportunidades para aumentar a participação de outras empresas no setor.

Nós acreditamos que iniciativas como o Gás para Crescer e o REATE são bons exemplos de caminhos que viabilizarão estas oportunidades.

 

 

Fonte: Davi de Souza /Petronotícias- 07/03/2017 

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