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Os tributaristas são a confirmação da fragilidade instalada no segmento, onde empresas chegam a remunerar 30% a mais seus profissionais, alcançando o teto salarial de R$ 20 mil para o cargo de gerente, segundo estudos de recursos humanos. A preferência pelo setor privado, devido às compensações financeiras, é outra lacuna a ser corrigida no mercado.
ATUAÇÃO
Sobre os profissionais com formação específica em Direito do Petróleo atuando no setor público, Mauro Khan, gerente-executivo do programa de pós-graduação executiva em Petróleo e Gás (MBP, na sigla em inglês) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) diz que os órgãos públicos fiscalizadores, às vezes, os produzem. "Mas, geralmente, os grandes especialistas estão na área onde tem mais recursos financeiros, ou seja, no próprio setor privado. Eles (os fiscais) aprendem na prática”.
CARÊNCIA
Khan reforça que, no Brasil, o setor público que demanda profissionais especializados em petróleo resume-se ao Ministério de Minas e Energia, incluindo a ANP (Agência Nacional do Petróleo) e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética). Ele exclui a Petrobras argumentando que é uma empresa de economia mista, com ações ao redor do mundo, posicionada, na demanda por especialistas, como uma companhia do setor privado.
QUALIFICAÇÃO
Uma das reivindicações expostas para a falta de qualificação é que, durante o período de estagnação da indústria do petróleo, o mercado não se atentou a qualificar os tributaristas, e com a ascensão do setor a maioria dos profissionais são seniores ou juniores, com no máximo 30 anos de idade. “Eles não têm o domínio completo, mas são a mão de obra disponível”, afirma Paulo Moraes, gerente da área de finanças da consultoria de recrutamento Hays no Rio de Janeiro.
LEGISLAÇÃO
Para o advogado tributarista atuante no setor de óleo e gás, André Carvalho, do escritório Veirano Advogados, há uma enorme quantidade de novas regras sendo emitidas, acarretando em uma maior dificuldade na área. De acordo com Carvalho, o profissional deve procurar se atualizar diariamente para não cometer o erro de se confundir com a legislação, e, consequentemente ,não realizar o trabalho com eficiência.
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